Empresas suspeitas de ligação com o PCC operam todas as linhas de bairro de ônibus de SP e transportam 41% dos passageiros
O ex-vereador Milton Leite é um dos alvos da operação contra suposta ligação do PCC com empresas de ônibus da capital As 12 empresas de ônibus suspeitas de ligação com Primeiro Comando da Capital (PCC) citadas na investigação da Operação Vectura Corrupta operam todas as linhas de distribuição local da cidade de São Paulo, responsáveis pelos deslocamentos dentro dos bairros e entre regiões próximas.
Juntas, elas concentram 510 linhas municipais, o equivalente a 38% de toda a rede da capital. 🔎 A investigação do Ministério Público apura uma suposta rede de lavagem de dinheiro, corrupção e infiltração da facção criminosa no transporte público.
Nesta quinta-feira (17), a operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão temporária.
Entre os alvos está o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), apontado pelos investigadores como "dono de fato" da Transwolff.
Ao todo, 12 das 22 empresas que operam o sistema municipal de ônibus são citadas na investigação.
Nesta fase da operação, porém, apenas pessoas ligadas à A2 Transportes e à Transwolff foram alvo das medidas cautelares.
"Salta aos olhos que as investigações apontam que 12 das 22 empresas de transporte operando o sistema de transporte coletivo da capital são, em tese, controladas pelo PCC", escreveu o desembargador Sérgio Ribas na decisão que autorizou a operação.
As empresas citadas na investigação são: Viação Transcap Transportes (atual Bless); Alfa Rodobus Transportes; Transwolff Transportes; A2 Transportes; Imperial Transportes; Move Buss Transportes; Pêssego Transportes; Allianz Transportes (atual Allibus); Transunião Transportes; Qualibus Transportes (atual UPBus); Norte Bus Transportes (integra o Consórcio Transnoroeste); Spencer Transportes (integra o Consórcio Transnoroeste).
Onde atuam empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC Arte/g1 Como funciona o sistema Na capital paulista, as linhas de ônibus são divididas em três grupos: As linhas estruturais são responsáveis pelos grandes deslocamentos pela cidade; Já as linhas de articulação regional ligam diferentes áreas de uma mesma região e ajudam o passageiro a acessar corredores, terminais e linhas estruturais; O terceiro grupo é formado pelas chamadas linhas de distribuição local, voltadas principalmente para deslocamentos dentro do próprio bairro ou entre bairros vizinhos.
Segundo os dados analisados pelo g1 e pela TV Globo, todas as linhas de distribuição local da cidade são operadas por empresas citadas na investigação.
São justamente as linhas que atendem os trajetos mais curtos do sistema e concentram a circulação de passageiros nas regiões periféricas da capital.
Dados da SPTrans mostram ainda que as empresas atuam em quase todas as regiões da cidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.