Ministério prepara novas linhas de cuidado para doenças raras no SUS
O Ministério da Saúde trabalha na elaboração de novas linhas de cuidado para doenças raras.
Segundo a coordenação geral de doenças raras, estão em curso diversos processos com previsão de publicação até o final de 2026.
Entre eles, a pasta prepara linhas para doenças neurodegenerativas, epidermólise bolhosa e condições que precisam de terapias de suporte como atenção domiciliar.
As linhas de cuidado devem organizar como o atendimento a esses pacientes será oferecido na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao Futuro da Saúde, o coordenador-geral Natan Monsores explica que elas vão estabelecer quais especialidades e exames serão necessários e como deve ocorrer o acesso à reabilitação e a outros cuidados com o objetivo de orientar o fluxo assistencial.
Monsores destaca que o instrumento é diferente dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs), que orientam, entre outros aspectos, a disponibilização de tecnologias no sistema.
Enquanto os protocolos estabelecem as diretrizes para diagnóstico e tratamento, as linhas de cuidado organizam como essa assistência será oferecida ao paciente.
“A linha de cuidado é a forma como a gente organiza a efetiva disponibilização do conjunto de tecnologias disponíveis para a população.
Temos trabalhado em algumas linhas, cinco ou seis estão sendo construídas.
Fizemos um grande debate que está sendo agora configurado em alguns documentos ”, afirma Monsores.
Outra frente em discussão é a organização da oferta de terapias infusionais no SUS.
A estrutura é especialmente relevante para doenças raras que contam com medicamentos administrados por infusão, cujo tratamento depende não apenas da disponibilidade da terapia, mas também de serviços preparados para sua aplicação e acompanhamento dos pacientes.
Segundo Monsores, o ministério trabalha há alguns meses em uma proposta e já realizou um diagnóstico das iniciativas de centros de infusão existentes nos estados.
A partir desse levantamento, a pasta avalia alternativas para o financiamento, a organização técnica e a estruturação das cadeias logísticas necessárias para atender e expandir esses serviços.
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