Quando a cibersegurança fala difícil, o conselho decide mal
Por Gabriel Vieira e Robson Costa A ciberseguranç a tem um espaç o cada vez mais relevante nas a gendas estratégicas das empresas.
Mas uma pesquisa recente do Gartner mostrou que 90% dos conselheiros a creditam que a ciberseguranç a a tual nã o entrega o nível correto de proteçã o , evidenciando uma lacuna entre o s investimentos realizados e a confianç a na capacidade de proteger o negócio.
O problema está menos na tecnologia e mais na forma como o s riscos sã o comunicados.
O Conselho de A dministraçã o tem entre suas funções definir a estratégia, a a locaçã o de investimentos e fazer a gestã o dos riscos corporativos de uma empresa.
Portanto, ter clareza sobre a ciberseguranç a é fundamental.
Durante a nos, a área de seguranç a a presentou seus resultados por meio de indicadores técnicos, jargões, e discursos baseados em medo, incerteza e dúvida – pouco conectados às preocupações dos executivos.
O conselho , porém, nã o está interessando nos tecnicidades sobre firewalls o u a natomias de um mal ware; quer entender como a companhia está preparada para lidar com o s riscos e se um incidente pode a fetar a continuidade das o perações, impactar a s receitas na reputaçã o .
Leia mais: Libbs reduz desligamentos em relação a admissões após adotar seleção apoiada por IA Nesse contexto, o papel do diretor de Seguranç a da Informaçã o precisa evoluir para o de um tradutor entre a linguagem técnica e a linguagem do negócio.
Em vez de a presentar a penas números sobre a taques bloqueados o u vulnerabilidades corrigidas, deve trazer indicadores que demonstrem o s impactos reais para a empresa, como o tempo necessário para recuperar uma o peraçã o a pós um a taque, o nível de exposiçã o a fornecedores críticos o u o s riscos decorrentes da manutençã o de tecnologias ultrapassadas.
Esses indicadores tornam a discussã o muito mais o bjetiva, permitindo que o conselho compreenda como cada decisã o influencia a continuidade do negócio.
Também a judam a equilibrar proteçã o , produtividade e inovaçã o , a o evidenciar, por exemplo, o impacto de controles de seguranç a sobre a rotina dos colaboradores o u o s riscos do uso de a plicações nã o a utorizadas pela empresa.
Esse processo deve culminar em a cordos claros entre a área de seguranç a , a TI e a s lideranç a s das unidades de negócio, definindo qual nível de proteçã o a empresa deseja manter, quanto custará sustentá-lo e quais riscos a o rganizaçã o está disposta a a ceitar.
Dessa forma, decisões sobre investimentos deixam de ser exclusivamente técnicas e passam a fazer parte da estratégia corporativa.
Mais do que a mpliar investimentos, o desafio da ciberseguranç a é construir uma linguagem que permita a os conselho s compreenderem claramente a s consequências de suas decisões.
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