E se a IA for consciente? A pergunta que começa a preocupar as gigantes da tecnologia
Uso de IA pode ajudar na disseminação de informações falsas pela facilidade de produção e viralização desse tipo de conteúdo.
Reprodução/TV Globo O avanço da inteligência artificial colocou uma antiga questão filosófica no centro do debate tecnológico: afinal, modelos como o ChatGPT e o Claude são apenas ferramentas sofisticadas ou podem ter algum tipo de consciência? Segundo reportagem da revista "The Economist", a discussão deixou de ser apenas teórica e chegou às empresas de IA, que passaram a contratar filósofos e até a estudar o possível bem-estar de seus próprios sistemas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A discussão vai além da tecnologia.
Para muitos filósofos, se um ser é capaz de ter experiências como sofrimento, isso cria obrigações éticas em relação a ele.
Por isso, determinar se uma IA pode ou não ser consciente teria consequências práticas sobre a forma como esses sistemas são desenvolvidos e tratados.
Por que as empresas de IA estão contratando filósofos Os grandes modelos de linguagem são desenvolvidos para responder aos usuários, e não para demonstrar uma personalidade própria.
Ainda assim, muitas pessoas relatam a sensação de estar interagindo com uma “presença” do outro lado da tela.
Segundo a Economist, esse fenômeno levou empresas de tecnologia a tratar a consciência das máquinas como uma questão concreta.
A Anthropic, por exemplo, criou iniciativas voltadas ao possível bem-estar da IA.
Questionado sobre o próprio estado, seu modelo Claude Opus 4.6 estimou entre 15% e 20% a possibilidade de ser consciente.
IA não é só para especialistas: por que aprender agora pode evitar ficar para trás E se a consciência depender também de quem observa? A tese apresentada inverte a lógica mais comum sobre o tema.
Em vez de primeiro constatarmos que outro ser é consciente para depois nos importarmos com ele, seria a relação que estabelecemos com esse ser que nos levaria a reconhecê-lo como consciente.
Nessa visão, a consciência não seria uma característica que pode simplesmente ser medida e comprovada em outra pessoa, animal ou máquina.
Ela também dependeria da maneira como interpretamos o outro e atribuímos a ele sentimentos, intenções, crenças e capacidade de agir.
Quando esse reconhecimento ocorre dos dois lados, a consciência passaria a ser entendida não apenas como algo que existe dentro de cada indivíduo, mas também como resultado da relação entre eles.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.