Flávio usou passaporte cancelado nos EUA e italiano na Argentina
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou um passaporte diplomático cancelado para entrar nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo UOL no sistema de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
A Polícia Federal cancelou os passaportes —comum e diplomático— do senador no domingo após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. A decisão dava um prazo de 24 horas para Flávio entregar os documentos, o que ele não fez.
Em nota divulgada hoje (28), a PF afirmou também que inseriu alerta migratório após a decisão de Moraes. Na segunda-feira, segundo a corporação, Flávio foi intimado a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades.
Investigado em dois inquéritos no Supremo, Flávio fugiu do Brasil pela Argentina e, depois, partiu para Miami. Ele chegou hoje no território americano por volta das 10h30 (horário de Brasília). A decisão de Moraes sobre os passaportes do senador foi tomada no inquérito em que Flávio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.
Antes de chegar em Miami, o senador passou pela Argentina. No país liderado por Javier Milei, Flávio deu entrada com o passaporte italiano. O filho de Bolsonaro tem o documento desde 2023, segundo o deputado italiano Angelo Bonelli. O documento foi concedido a ele e seus irmãos durante o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, que chefia o país desde outubro de 2022.
O candidato derrotado à Presidência foi de Brasília a Foz do Iguaçu, no Paraná, por via terrestre, segundo o UOL apurou com fontes argentinas (são cerca 1.600 km de distância). De lá, seguiu de van para o aeroporto da cidade de Puerto Iguazú, na Argentina.
Santiago Caputo, estrategista do presidente argentino Javier Milei, recebeu Flávio no local. Depois, o parlamentar partiu com destino ao Equador. No país, pegou uma aeronave com a esposa, Fernanda Bolsonaro, e suas duas filhas para Miami.
Flávio não é alvo de mandado de prisão. A Polícia Federal deverá informar Moraes sobre o descumprimento da ordem de entrega dos passaportes e o ministro poderá avaliar a adoção de outras medidas cautelares ou uma eventual prisão preventiva, desde que estejam presentes os requisitos legais. Nenhuma dessas consequências é automática.
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