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Dólar abre em alta com tensão no Oriente Médio

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Dólar abre em alta com tensão no Oriente Médio

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O dólar abriu em leve alta nesta terça-feira (18), acompanhando a piora dos mercados globais diante da manutenção das tensões no Oriente Médio , que pressionam os preços do petróleo e renovam as preocupações com a inflação. Às 10h08, a moeda tinha alta de 0,17%, cotada a R$ 5,208.

Nesta terça, o principal negociador de Teerã, Mohammad Baqer Qaliba, afirmou que o estreito de Hormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cumpram as condições de um acordo provisório firmado com o Irã em junho.

As exigências incluem que os EUA encerrem o bloqueio aos portos iranianos, suspendam as sanções ao petróleo, liberem ativos iranianos congelados e interrompam ameaças e operações militares, segundo Qalibaf.

Às 10h09, o petróleo Brent era negociado a US$ 91, com alta de 0,36%. O DXY, índice que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operava em estabilidade.

Pela passagem, considerada estratégica para o comércio global, circulava antes da guerra cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. A possibilidade de restrições prolongadas à circulação pelo estreito mantém o mercado atento aos efeitos sobre os preços de energia e a inflação.

Segundo Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, a possibilidade de interrupções em Hormuz tem dimensão suficiente para transformar uma disputa regional em um problema monetário global. Os juros de longo prazo avançam nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão, enquanto investidores exigem mais prêmio para financiar governos por décadas, em um ambiente em que a energia mais cara ameaça reacender a inflação nas economias desenvolvidas.

Na véspera (17), o dólar fechou em queda de 0,41%, a R$ 5,199, com investidores repercutindo novos dados da economia brasileira, entre eles o IBC-Br , indicador do Banco Central considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto). O Ibovespa fechou em queda de 0,09%, aos 166.793 pontos, décima sessão consecutiva em queda. Fora do índice, as ações das Casas Bahia recuaram 33% após a empresa entrar com pedido de recuperação judicial.

A agenda dos Estados Unidos também está no radar dos investidores, com a espera por dados de produção industrial, construção de moradias e vendas pendentes de imóveis. Segundo Olívia, o mercado avalia os sinais de desaceleração da atividade americana ao mesmo tempo em que o petróleo e os juros longos permanecem pressionados, o que pode limitar o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve.

Fabio Louzada, economista e fundador da B7 Business School, diz que o mercado brasileiro começou a semana ainda sob forte pressão. Segundo ele, a percepção de risco do Brasil aumentou, levando o mercado a exigir um prêmio maior para permanecer em ativos locais.

"Tivemos o pedido de recuperação judicial das Casas Bahia mostrando o quanto as empresas estão sofrendo com os juros altos , além da incerteza sobre o cenário econômico e fiscal à frente.

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