Gaeco cumpre mandados contra policiais rodoviários federais no Paraná
Crimes de concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa movimentam uma operação nesta manhã de quinta-feira, 13 de agosto.
Os alvos são 12 policiais rodoviários estaduais lotados nos postos instalados nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro do Paraná.
A ação é do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná e conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
Esta é a segunda fase da Operação Via Pix.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal.
Além disso, foi ainda determinado o afastamento cautelar das funções operacionais de 12 policiais rodoviários estaduais.
Eles são investigados por suspeitas de integrarem o esquema criminoso.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual e cumpridas em Ponta Grossa, Castro, Jaguariaíva, Ibaiti, Arapoti, Wenceslau Braz, Guarapuava, Joaquim Távora, Curiúva, Sengés e Guapirama.
Sete policiais rodoviários federais já foram afastados As investigações tiveram início em março de 2025.
Em outubro do mesmo ano, durante a primeira fase da operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e determinado o afastamento de sete policiais rodoviários estaduais de suas funções.
Esta nova etapa busca consolidar provas do vínculo de outros policiais com a organização criminosa, bem como apurar os crimes cometidos com a participação de empresários da região, que também foram alvos das buscas.
Conforme apurado até o momento, há fortes indícios de que o grupo mantinha acordos com empresários dos setores de transporte de cargas e de madeira.
Eles pagariam propinas mensais aos policiais rodoviários para evitar fiscalizações nas rodovias estaduais.
Além disso, foram colhidos indícios de que os agentes recebiam valores indevidos para adulterar informações em boletins de ocorrência de acidentes de trânsito, beneficiando as empresas perante o Detran e seguradoras.
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