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Em resposta aos EUA, governo brasileiro nega falhas no combate ao crime organizado

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Em resposta aos EUA, governo brasileiro nega falhas no combate ao crime organizado

O ministério da Justiça afirmou nesta quinta-feira (16), em nota, que o governo brasileiro "refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional".

A nota foi publicada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Brasil de ter falhado no combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

As afirmações estão em um documento divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (16).

Governo Trump diz que Brasil falhou no combate ao PCC e CV No relatório enviado ao Congresso dos EUA na terça-feira (15), o presidente pede que o governo Lula adote, "com urgência, medidas enérgicas para enfrentar" os grupos.

PCC e CV foram incluídos recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas.

O documento diz ainda que, enquanto outros governos do Hemisfério Ocidental estão tomando "medidas corajosas" para erradicar cartéis, o Brasil não está enfrentando o PCC e o CV.

Leia a íntegra da nota do governo brasileiro: Em 15 de setembro, o governo dos Estados Unidos enviou ao seu Congresso lista anual dos países que identifica como maiores produtores e de trânsito de drogas.

O Brasil não integra a lista de 23 países citados.

Entretanto, foi objeto de críticas laterais no documento.

O governo brasileiro refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

A posição estampada na referida nota desconsideraria, se acolhida em todos os seus termos, os esforços do Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado, como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações.

Também não levaria em consideração as dezenas de milhares de operações de combate ao crime, por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos, bem como as múltiplas ações implementadas em 2026 no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio último, que sufoca economicamente as facções, fortalece o sistema prisional, qualifica a investigação de homicídios e enfrenta o tráfico de armas.

A manifestação norte-americana desconsideraria a robusta cooperação já existente entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional.

Além disso, convém frisar a proposta entregue pessoalmente pelo presidente Lula no dia 7/5/2026, em Washington, com detalhamento de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.

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