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Mais de 100 ovos e restos de 80 Mussaurus apareceram juntos na Patagônia, e grupos separados por idade empurraram a evidência de comportamento de manada em dinossauros pelo menos 40 milhões de anos para trás

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Mais de 100 ovos e restos de 80 Mussaurus apareceram juntos na Patagônia, e grupos separados por idade empurraram a evidência de comportamento de manada em dinossauros pelo menos 40 milhões de anos para trás

Descoberta impressionante na Argentina revela colônias organizadas de nidificação e estrutura social complexa no Jurássico Inferior.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Na região da Patagônia, a descoberta de fósseis revelou um antigo comportamento de manada entre répteis do período Jurássico. O achado massivo comprovou a organização social desses animais em colônias bem estruturadas muito antes do que a paleontologia previa.

Estudos detalhados conduzidos por cientistas do CONICET demonstraram que os espécimes morreram juntos devido a um evento de seca severa. Essa convivência espacial permanente confirma a existência de uma estrutura gregária altamente organizada e bem definida na espécie durante aquele período.

Os fósseis do famoso dinossauro herbívoro Mussaurus estavam organizados em setores específicos do terreno conforme a faixa etária de cada grupo. Recém-nascidos permaneciam estritamente agrupados junto aos ninhos, enquanto os indivíduos jovens formavam acampamentos próprios para a busca conjunta de alimento.

Essa divisão refinada por idade demonstra uma sociabilidade bastante complexa durante a fase de crescimento dos répteis. Além disso, a presença constante de espécimes adultos no entorno dos animais mais jovens garantia maior proteção da comunidade inteira contra os perigos e ameaças do ambiente.

Até essa importante descoberta, as evidências mais antigas sobre a vida em comunidade entre grandes vertebrados datavam de períodos consideravelmente mais recentes. A análise detalhada das formações rochosas argentinas revelou de forma irrefutável que esses animais já viviam em comunidade há cerca de 193 milhões de anos.

Essa constatação científica recua o surgimento do hábito gregário em pelo menos 40 milhões de anos em comparação com todos os registros fósseis conhecidos anteriormente. Consequentemente, a evolução do comportamento social complexo ocorreu muito mais cedo na história dos grandes répteis herbívoros do planeta.

A preservação extraordinária de uma quantidade tão elevada de ovos ocorreu devido ao soterramento rápido por camadas de sedimentos finos durante uma crise climática severa. Esse processo geológico rápido impediu a degradação natural do material biológico e preservou inclusive delicados embriões fósseis em seu interior.

Exames de tomografia computadorizada de alta resolução permitiram analisar toda a estrutura interna das cascas preservadas sem danificar as valiosas peças originais. Dessa maneira, os pesquisadores conseguiram confirmar a identificação da espécie e o estágio de desenvolvimento dos espécimes sem destruir os achados científicos.

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