Wall Street sobe com Nvidia (NVDA) puxando o setor de semicondutores; Nasdaq salta 1,5%
Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta quinta-feira (27) em alta, com o setor de tecnologia registrando fortes ganhos, destoando dos demais segmentos, que recuaram.
O salto foi impulsionado após o balanço da Nvidia (NVDA) tranquilizar os investidores quanto à tese de investimentos em inteligência artficial .
Confira o fechamento dos índices: Dow Jones: +0,20%, aos 53.568,61 pontos; S&P 500: +0,72%, aos 7.730,82 pontos; Nasdaq: +1,57%, aos 26.541,352 pontos.
Tecnologia impulsiona Wall Street As ações da Nvidia impulsionaram o segmento de semicondutores, encerrando o dia com salto de 8,74% (US$ 227,98), após reportar resultados acima do esperado pelos analistas, afastando, por enquanto, os temores quanto aos gastos da empresa.
A receita líquida da fabricante de chips atingiu os US$ 96,2 bilhões , alta de 106% na comparação anual.
O número ficou acima da expectativa dos analistas, que projetavam receita de aproximadamente US$ 92,2 bilhões .
Leia mais: Resultado da Nvidia (NVDA) surpreende por mais um trimestre e ações saltam 7%; veja destaques do balanço Para o analista da Empiricus Research Matheus Spiess , um dos pontos mais aguardados pelo mercado eram as vendas dos chips Hopper (H100, H200 e GH200).
“Depois de um primeiro trimestre sem vendas para a China, as vendas para o país representaram menos de 1% da receita de Data Center neste período”, comenta.
“Em suma, o principal nome da tese de inteligência artificial reforça sua capacidade de capturar vendas em um mercado de chips cada vez mais competitivo, com uma série de novos players entrando nesse espaço”, afirma Spiess.
“Diante de todos esses fatores, a Nvidia segue como uma das principais recomendações de ações internacionais da casa”.
Outras companhias registraram fortes ganhos após divulgarem seus resultados trimestrais, incluindo a Salesforce (+22%), Okta (+29%) e CrowdStrike (+20%).
Olhos em Jackson Hole No primeiro dia do Simpósio de Política Econômica do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), o presidente da unidade do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, afirmou que o nível atual dos juros não está restringindo a economia dos EUA, embora a inflação siga acima da meta de 2%.
Os olhos, no entanto, estarão voltados para as falas do presidente do Fed, Kevin Warsh, nesta sexta-feira (28), às 11h (horário de Brasília) durante o simpósio anual do BC.
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