Exportações de carne bovina caem 26% em agosto com temor de tarifa maior na China
As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 26% no balanço parcial de agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O recuo ocorre em meio à preocupação do setor com o esgotamento da cota de exportação para a China que permite a entrada do produto com tarifa menor.
Pelos dados do governo, a média diária embarcada caiu de 12,7 mil toneladas em agosto do ano passado para 9,4 mil toneladas neste mês.
Representantes da indústria afirmam que a cota brasileira destinada ao mercado chinês já foi atingida quando se considera também a carne que deixou o Brasil em julho e ainda está a caminho da China.
Agora no g1 Oficialmente, porém, as autoridades chinesas informam que cerca de 90% da cota foi utilizada, sem contabilizar os produtos que ainda estão em trânsito nos navios.
"A indústria considera que a cota já foi integralmente atingida desde o início de julho (100%), levando em conta os volumes já embarcados e as cargas em trânsito", explicou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
E associação afirma ainda que outros mercados devem crescer para a carne brasileira, especialmente na Ásia, porém hoje não existe outro mercado capaz de absorver sozinho o que deixará de ser vendido para a China.
De acordo com a entidade, os efeitos da situação já começam a ser sentidos pelas empresas.
Segundo a entidade, frigoríficos adotam medidas como férias coletivas diante da expectativa de redução das vendas ao principal mercado da carne bovina brasileira.
A desaceleração acontece após um período de crescimento.
Entre janeiro e julho deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina avançaram cerca de 10% em volume na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A preocupação do setor está ligada a uma medida de salvaguarda adotada pela China para as importações de carne bovina.
O Brasil recebeu a maior cota entre todos os exportadores: 1,106 milhão de toneladas.
Dentro desse limite, continua valendo a tarifa de importação de 12%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.