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Ex-executivo da Meta diz que Zuckerberg deixou segurança infantil em segundo plano

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Ex-executivo da Meta diz que Zuckerberg deixou segurança infantil em segundo plano

Mark Zuckerberg, CEO da Meta ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP Um ex-diretor de engenharia da Meta Platforms testemunhou nesta quarta-feira (19) que o CEO, Mark Zuckerberg, foi responsável por criar uma cultura que pode ter levado a empresa a evitar sua responsabilidade de proteger crianças que usam o Facebook e o Instagram contra possíveis danos.

Arturo Bejar, que foi funcionário da empresa entre 2009 e 2015, afirmou que o presidente da Meta participava diretamente de grande parte das decisões.

Segundo ele, a estrutura hierárquica da empresa fazia com que mudanças nos produtos só fossem implementadas mediante aprovação do CEO.

"Se Mark prioriza algo, montanhas se movem em poucos meses", disse Bejar.

Bejar é a primeira testemunha de um julgamento considerado histórico envolvendo acusações de uma coalizão de estados americanos.

Os estados alegam que a Meta projetou suas plataformas para estimular o uso compulsivo entre usuários jovens e coletou ilegalmente dados de crianças menores de 13 anos.

Agora no g1 Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey acusam a Meta de desenvolver o Facebook e o Instagram de forma a incentivar o uso excessivo por jovens, contribuindo para problemas como ansiedade, depressão e até pensamentos suicidas.

Os estados também afirmam que a empresa induziu consumidores ao erro sobre a segurança das plataformas.

Esses estados, juntamente com outros 25, também acusam a Meta de violar a legislação federal ao coletar e utilizar indevidamente dados pessoais de crianças em suas plataformas.

A Meta negou as acusações e argumentou que as opiniões de Bejar extrapolam o escopo de suas funções na empresa.

Bejar começou a depor na terça-feira, primeiro dia do julgamento, no tribunal federal de Oakland, na Califórnia.

O julgamento deve durar cerca de seis semanas, e a expectativa é que Zuckerberg também preste depoimento.

Segurança era uma preocupação secundária Bejar ajudou a conduzir pesquisas sobre a experiência de adolescentes no Instagram como integrante de uma equipe que analisava o impacto da plataforma no bem-estar dos usuários entre 2019 e 2021.

Desde então, ele se tornou um dos principais críticos das políticas de segurança da Meta para crianças.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.

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