IFI inclui terra e energia em estimativa e vê economia acima do limite estrutural
A economia brasileira roda sem folga produtiva e opera acima do seu limite estrutural de crescimento desde o primeiro trimestre de 2024.
O diagnóstico de uma atividade aquecida, que aponta a ausência de capacidade ociosa relevante e a presença de pressões cíclicas, foi consolidado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) após uma ampla revisão na forma de medir o fôlego da economia do país.
Segundo a nova estimativa, a sobrecarga sobre a capacidade de produção atingiu a marca de 1,0% no início de 2025, desacelerando de forma marginal para 0,9% no primeiro trimestre de 2026.
Leia também: “Prévia do PIB” de maio comprova perda de potência da atividade econômica Hiato do produto acende sinal de alerta Esses percentuais representam o chamado hiato do produto, um termômetro macroeconômico que mede a diferença entre a riqueza que o país efetivamente produz, captado pelo Produto Interno Bruto (PIB) real, e o seu PIB potencial, que estabelece o teto do que pode ser gerado sem causar desequilíbrios, como pressões inflacionárias.
Quando o indicador entra no campo positivo, acende-se o sinal de alerta, porque significa que a economia está exigindo mais do que suas bases estruturais, ou fatores tendenciais, suportam entregar de forma sustentável.
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