SPX e DSK Capital zeram aposta no Grupo Toky (TOKY3), mas ainda tem investidor interessado na dona da Mobly e Tok&Stok
O Grupo Toky (TOKY3) , em recuperação judicial , tem dois novos acionistas.
Em fato relevante divulgado hoje (21), a varejista afirmou que Paladino Capital e Soller Participações passaram a deter 13,21% e 17,58% do seu capital social, respectivamente.
A dona da Mobly e da Tok&Stok também disse que fundos controlados pelas gestoras SPX e DSK Capital zeraram suas posições acionárias.
A Paladino Capital comprou 7,16 milhões de ações, o equivalente a 13,21% do total de ações ordinárias, e a Soller Participações passou a deter 9,53 milhões de papéis, que representam 17,58% do total da companhia.
As duas empresas afirmaram, em fato relevante, que o objetivo das participações societárias é estritamente de investimento, sem buscar alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia.
São duas companhias novas, segundo dados da Serasa Experian.
A Paladino foi criada há cerca de dois meses, como holding de instituições não financeiras, e a Soller há cinco meses, também como holding de instituições não financeiras, com desenvolvimento de programas e contabilidade como atividades secundárias.
A SPX vendeu todas as suas 6,23 milhões de ações, que representavam 11,49% do capital social, mas continua com 80,94 mil debêntures conversíveis emitidas pela varejista.
A DKS Capital é gestora dos fundos Delorean FIP Multiestratégia e TKM FIP, que tinham 19,30% de participação na empresa e também zeraram posição.
Entre os acionistas, ainda estão a Buriti Investimentos, Exa Capital Asst e Domus Aurea Serviços de Tecnologia.
Recuperação judicial da Toky A varejista teve sua recuperação judicial aprovada em junho deste ano , pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo.
Em maio, a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial citando dívida superior a R$ 1 bilhão .
Segundo a companhia, o ambiente macroeconômico desafiador, especialmente para o segmento de móveis e decoração, teve impacto significativo nas vendas.
Taxas de juros elevadas, maior endividamento das famílias, condições de crédito mais restritas estão resultando em menor confiança do consumidor e postergação de decisões de compra, argumenta o Grupo Toky.
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