A venda de fatia da Rumo (RAIL3) resolve os problemas da Cosan (CSAN3)? Veja o que diz o Citi
A possível venda de uma fatia da Rumo (RAIL3) pela Cosan (CSAN3) parece ter avançado nos últimos dias, com propostas do Grupo México e da Cofco.
Para os analistas do Citi, os termos da operação são positivos e devem ajudar a holding de Rubens Ometto a resolver seu principal desafio atual: o endividamento.
A Cosan tem promovido uma série de iniciativas para reduzir sua dívida, que se tornou mais pesada em um cenário de juros elevados.
A empresa já recebeu um aporte bilionário de investidores e realizou a abertura de capital (IPO) da Compass neste ano.
No final do ano passado, a holding vendeu uma primeira parcela (5%) da Rumo, iniciando esse processo para diminuição da alavancagem.
Nesta nova oferta por uma fatia da divisão ferroviária, a expectativa é que a holding negocie cerca de 15% da Rumo em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 5 bilhõe s, conforme informações do Broadcast .
Assim, a participação da Cosan na companhia cairia para cerca de 5%, dos atuais 20,33%.
Os analistas Gabriel Barra e Pedro Gama afirmam que uma transação nesses termos seria positiva tanto para a Cosan quanto para a tese de investimento em Rumo.
Menos dívida para a Cosan A venda de mais uma participação na operadora ferroviária deve ser um reforço de caixa importante para a holding , segundo o Citi.
Atualmente, o custo da dívida está pesado por causa dos juros altos no Brasil.
Ao mesmo tempo, a Rumo atravessa um ciclo intenso de investimentos, o que limita a distribuição de dividendos da companhia no curto prazo.
Para os analistas, a venda resolve os dois problemas.
Passar para a frente esses 15% da Rumo representa um alívio financeiro imediato para a Cosan.
Um negócio melhor do que manter um ativo que não está gerando retorno, visto que os dividendos estão escassos.
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