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Fazendas especializadas em produzir gado para a UE é a alternativa

CNN Brasil ·
Fazendas especializadas em produzir gado para a UE é a alternativa

A pressão da União Europeia para restringir o uso de antimicrobianos na produção animal deve levar o Brasil a ampliar os sistemas de segregação de bovinos, suínos e aves.

No caso da avicultura e suinocultura a adequação deve ser mais rápida e fácil.

Além do ciclo mais curto de produção esses setores trabalham de forma integrada.

Geralmente as industrias fornecem os animais e os insumos a produtores parceiros que se responsabilizam pelo trato documentando tudo que acontece dentro da atividade.

O desafio brasileiro está na produção de carne bovina devido à estrutura da cadeia produtiva.

Um animal pode passar por diferentes propriedades ao longo de sua vida, nas etapas de cria, recria e engorda, antes de chegar ao frigorífico.

O ciclo produtivo mais longo, de cerca de 30 meses ou mais, aumenta a quantidade de informações que precisam ser registradas e preservadas para comprovar o histórico sanitário do rebanho.

O Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) defende que o país aumente o controle sobre o histórico sanitário desses animais, comprove quais produtos foram utilizados durante a produção, especialmente nos lotes destinados ao mercado europeu, e que incentive fazendas especializadas nesse tipo de produção.

Em entrevista do CNN Agro News nesta quarta-feira (19) Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan, afirmou que uma proposta de protocolo de segregação já foi apresentada às autoridades europeias.

Durante reunião da Câmara Setorial da Carne Bovina, realizada em Brasília esta semana, foi informado que diversas indústrias, confinamentos e produtores já aderiram ao protocolo.

Em junho, o Ministério da Agricultura homologou o Protocolo de Exportação de Bovinos Livres de Antimicrobianos, destinado a produtores que desejam vender à UE.

Mais de 200 fazendas já demonstraram interesse em participar comprovando que não utilizam antimicrobianos em nenhuma fase de vida do animal.

“Isso é importantíssimo para nós, mostrar para a comunidade europeia que este protocolo de não uso de antimicrobianos em bovinos de corte é factível, é viável”, destacou Salani.

Segundo Salani, para que os animais já estivessem hoje aptos às exigências europeias a documentação deveria ter sido iniciada há pelo menos dois anos antes, devido ao ciclo longo da atividade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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