Trump diz ter ‘boa relação’ com Brasil e sugere estar por trás do avanço da direita nas Américas
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou nesta quarta-feira, 2, que mantém atualmente uma “boa relação com o Brasil “, sem mencionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva .
O ocupante do Salão Oval declarou que os vínculos de Washington com os países da América do Sul vêm melhorando e atribuiu essa aproximação ao avanço de governos de direita no continente.
“ Eles deixaram a esquerda e foram para a direita; estão todos indo para a direita”, afirmou ele a jornalistas na Casa Branca.
“Temos um bom relacionamento com o Brasil.
Na verdade, temos um bom relacionamento com praticamente todos eles agora.
Eles têm muito respeito pelo nosso país.
Eles não respeitavam nosso país nem um pouco há dois anos, então estamos indo muito bem na América do Sul, na América Latina”, completou.
Continua após a publicidade Questionado sobre a possibilidade de instalar bases militares na América do Sul diante da aproximação com governos como os da Colômbia e de El Salvador , no âmbito do controverso Escudo das Américas , o presidente americano não respondeu diretamente, mas destacou o que considera ser sua influência recente sobre processos eleitorais no continente.
“Temos muitas pessoas — na Argentina , por exemplo, há muitas pessoas que ajudei a eleger — e essa parte do nosso hemisfério está realmente se tornando muito diferente do que era”, completou o mandatário republicano.
Continua após a publicidade A declaração ocorre em meio ao aumento da pressão de Washington sobre facções criminosas latino-americanas e à adoção de uma estratégia que combina cooperação militar com países aliados e a classificação de grupos de narcotráfico como organizações terroristas.
Em agosto, as autoridades americanas anunciaram que planejam ampliar para a terra firme a campanha militar contra organizações ligadas ao narcotráfico na América Latina .
O comentário, feito poucas semanas antes do pleito presidencial brasileiro, também veio após dois anos em que Trump usou a cadeira de líder mais poderoso do mundo para distribuir endossos aos candidatos mais alinhados a ele em eleições mundo afora, da Europa à América Latina.
O continente que os Estados Unidos historicamente enxergaram como seu quintal, mais ainda agora com a doutrina de segurança nacional cujo foco é o Hemisfério Ocidental ( a chamada Doutrina Donroe , trocadilho com a Doutrina Monroe do século XIX), se viu tomado por uma onda azul de vitórias de políticos conservadores e de extrema direita , impulsionados pelo presidente americano.
Continua após a publicidade Mais recentemente, declarou abertamente apoio ao colombiano Abelardo de la Espriella, que foi eleito em julho.
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