Dono de bar é condenado a 29 anos de prisão pela morte de jovem na Rua da Lama
O empresário Vilson Luiz Ballan foi condenado a 29 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato de um jovem de 25 anos em março do ano passado. Terá ainda que pagar uma indenização de R$ 500 mil aos familiares da vítima.
Breno Rezende de Carvalho foi morto com uma facada após discussão pelo pagamento de uma cerveja, no valor de R$ 16, que havia comprado no bar do empresário e já havia quitado.
O júri popular foi presidido pelo juiz Carlos Henriquique Rios do Amaral Filho, titular da 1ª Vara Criminal de Vitória, que encerrou a leitura da sentença nos primeiros minutos desta sexta-feira (28).
Vilson era dono do bar Sofá da Hebe, um dos mais movimentados da Rua Lama. Na noite do crime, Breno estava no estabelecimento com amigos, onde comprou duas cervejas, pegou uma e deixou outra paga. Após retirar a segunda garrafa de bebida é que a confusão começou.
Em sua denúncia, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) destacou que o empresário intimidou a vítima antes de cometer o ataque. Em tom alterado, ele exigiu o pagamento de R$ 16 e ameaçou Breno: “Vocês têm 5 minutos pra resolver isso aí”, teria dito o empresário à vítima e a seus amigos. Um garçom chegou a confirmar a Vilson que a cerveja já estava quitada, mas o dono do bar discutiu com o atendente e permaneceu encarando o grupo de amigos.
Eles, então, saíram do Sofá da Hebe e foram para o bar vizinho, onde o crime aconteceu. O MP sustentou que Breno foi surpreendido pela ação repentina de Vilson enquanto estava em um momento de descontração.
“O crime foi executado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que Vilson se aproximou da vítima que estava em um contexto de descontração com os amigos e, de forma repentina, retirou uma faca da cintura e desferiu o golpe em Breno, o que reduziu drasticamente suas chances de defesa e resistência”, foi dito na denúncia.
Na ocasião, Breno ainda tentou se defender com um soco, mas em razão da gravidade dos ferimentos, morreu no local.
O jovem, que morava em Goiabeiras com a avó e dois irmãos, vivia um momento de realização pessoal e profissional, segundo familiares. Com formação em Tecnologia da Informação (TI), Breno havia montado sua empresa e estava na expectativa de dar início ao primeiro contrato de prestação de serviço firmado por seu empreendimento.
A defesa do empresário não foi localizado, mas o espaço segue aberto a eventuais manifestações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).