ACM Neto vê interferência eleitoral na divulgação de pedido de busca em operação da Polícia Federal
O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira (17) que a divulgação do pedido de busca e apreensão feito pela Polícia Federal contra ele no âmbito da Operação Overclean representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral.
O ex-prefeito de Salvador negou ter qualquer relação com os fatos investigados.
“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações em que nunca tive envolvimento”, informou ACM Neto em nota.
A PF pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir buscas contra o candidato por suspeitar que ele tenha participado da indicação de um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte.
A investigação apura se a nomeação teria o objetivo de selecionar empresários em licitações que posteriormente gerariam retorno por meio de propina.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável à diligência, mas o ministro Kassio Nunes Marques , relator do caso no STF, negou o pedido por considerar que não havia base legal suficiente .
Com a decisão, ACM Neto não foi alvo das buscas realizadas nesta quinta-feira.
O candidato afirmou que a Overclean foi iniciada em dezembro de 2024 e que, desde então, não teria surgido nenhuma conduta que o relacionasse à prática de ilícitos.
Segundo ele, a negativa de Nunes Marques confirmou a “completa e total inconsistência” das suspeitas.
Neto também relacionou a divulgação do pedido à proximidade do primeiro turno, em 4 de outubro.
“Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente.
Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na eleição da Bahia”, declarou.
O ex-prefeito acusou ainda o grupo político que governa o Estado de tentar utilizar estruturas públicas para interferir na disputa.
“Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do Estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder”, afirmou.
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