Tesouro Direto hoje: Taxas disparam após reajuste do Bolsa Família e títulos param de negociar; confira
As taxas do Tesouro Direto dispararam nesta quinta-feira (17), após o governo anunciar um reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 por família.
A medida aumentou a preocupação dos investidores com a trajetória das contas públicas, diante do impacto adicional previsto para os gastos do governo.
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o reajuste terá custo de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
A reação apareceu principalmente nos títulos prefixados.
O Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,89% no fechamento de quarta-feira (16) para 13,95% ao ano nesta quinta.
O Prefixado 2032 avançou de 14,24% para 14,34%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 14,30% para 14,39%.
Nos títulos atrelados à inflação , o movimento foi mais moderado.
O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 7,68% para IPCA + 7,69%, enquanto o IPCA+ 2050 avançou de 7,24% para 7,26%.
Pouco depois do anúncio, os títulos deixaram de ser negociados temporariamente no site do Tesouro Direto diante da forte volatilidade das taxas.
Apenas os papéis atrelados à Selic permaneceram disponíveis.
Em aviso exibido aos investidores, o Tesouro informou que os preços dos demais títulos poderiam estar “oscilando significativamente” e que os papéis voltariam a ficar disponíveis para negociação assim que novos preços fossem definidos.
O movimento reforça a preocupação do mercado com o impacto fiscal do reajuste do Bolsa Família, especialmente a partir de 2027.
Confira as taxas desta quinta-feira (17) table.tableizer-table { font-size: 12px; border: 1px solid #CCC; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; } .tableizer-table td { padding: 4px; margin: 3px; border: 1px solid #CCC; } .tableizer-table th { background-color: #104E8B; color: #FFF; font-weight: bold; } Título Rendimento anual Invest. mín.
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