Venezuela anuncia libertação de mais 131 presos políticos
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Dinorah Figuera, chefe da delegação da oposição, comprometeu-se na quinta-feira (13) a promover a libertação de presos políticos após a rodada inicial de negociações realizada nesta semana com o regime interino liderado por Delcy Rodríguez .
A libertação de presos políticos tem sido uma reivindicação da sociedade , em meio a um diálogo que busca viabilizar a transição política no país após a derrubada de Maduro em uma operação militar dos EUA.
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, classificou as libertações como um "passo crucial para o processo de reconciliação da nação". "Os EUA continuam monitorando de perto o processo, liderado pela Venezuela, de conversas presenciais com as autoridades interinas", afirmou o secretário de Estado.
Nesta sexta-feira, Caracas informou em comunicado a "concessão de medidas alternativas à privação de liberdade a um total de 131 pessoas que se encontravam detidas por sua suposta ou comprovada participação na prática de crimes previstos no ordenamento jurídico venezuelano".
Apitos de agentes penitenciários surpreenderam, durante a tarde, familiares de presos políticos que havia meses estavam acampados do lado de fora de Rodeo 1, uma prisão próxima a Caracas, quando anunciaram a saída de vários detentos.
Ruth Molero, mãe e tia de dois presos, disse à agência de notícias AFP estar "muito emocionada". "Começaram a soar uns apitos e nós estávamos aqui sentadas, conversando como fazemos todas as tardes. Foi quando vimos aquele monte de rapazes" saindo da prisão. "Imagine, saímos todas correndo e gritando."
Seu filho e seu sobrinho não estavam entre os libertados, mas ela diz estar na expectativa. "Sei que muito em breve eles vão sair", afirmou.
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Figuera, por sua vez, comemorou a notícia. "Recebemos com esperança, pelo reencontro das famílias venezuelanas, a informação sobre as libertações. Não são todos e eles merecem liberdade plena. Continuemos exigindo incansavelmente até que cada cidadão se reencontre com sua família", escreveu a opositora no X.
Entre os libertados está Emirlendris Benítez, 45, uma comerciante detida em agosto de 2018, quando estava grávida de quatro meses, acusada de participar de um atentado com drones contra Maduro, informou no X Alfredo Romero, diretor da ONG venezuelana Foro Penal.
"O pesadelo acabou", diz Benítez em um vídeo que circula nas redes sociais, no qual aparece em uma cadeira de rodas. Outras cinco mulheres foram libertadas com ela, que foi acusada de tentativa de homicídio qualificado, terrorismo e traição à pátria e condenada a 30 anos de detenção.
Organizações de direitos humanos e advogados de defesa denunciaram que Benítez foi vítima de tortura e tratamento cruel e degradante, a ponto de sofrer um aborto espontâneo.
O Foro Penal informou à noite, na rede social X, que confirmou "a libertação, até o dia de hoje, de 64 presos políticos", disse a ONG, que contabilizava 391 presos políticos até segunda-feira (10).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.