A 17 dias das urnas, Lula reajusta Bolsa Família; Bolsonaro fez movimento em 2022
A 17 dias do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família.
A proximidade com as urnas recuperou uma comparação com 2022, quando Jair Bolsonaro (PL), então candidato à reeleição, ampliou benefícios sociais a menos de três meses da votação.
Apesar de buscarem o mesmo objetivo, há uma diferença importante entre os dois movimentos que vai além do calendário.
O pacote de Bolsonaro foi criado para vigorar até dezembro daquele ano e abriu R$ 41,25 bilhões em despesas fora do teto de gastos.
O aumento anunciado por Lula incorpora um novo valor ao Bolsa Família e produzirá impacto também depois da eleição.
Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo O piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777.
A mudança começa na folha de outubro, cujo pagamento terá início em 19 de outubro — seis dias antes de um eventual segundo turno, marcado para o dia 25.
A conta adicional será de R$ 5,8 bilhões neste ano e chegará a R$ 22 bilhões em 2027, segundo o governo.
O reajuste terá de ser incorporado à proposta de Orçamento do próximo ano, que foi enviada ao Congresso em agosto sem prever a correção e reservava R$ 157,1 bilhões para o programa.
Leia também Durigan: aumento do Bolsa Família cabe no Orçamento e cita PEC Kamikaze de Bolsonaro Ministro da Fazenda diz que novo valor cabe nas regras fiscais e contrapõe medida à PEC aprovada antes da eleição de 2022 De 2022 a 2026 Quatro anos atrás, o governo Bolsonaro percorreu outro caminho para ampliar as transferências de renda durante a campanha.
A Emenda Constitucional 123 elevou temporariamente o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, dobrou o Auxílio Gás e criou benefícios para caminhoneiros e taxistas, além de destinar recursos para transporte público e outras medidas.
O custo estimado do conjunto chegou a R$ 41,25 bilhões.
A mudança exigiu a declaração de estado de emergência e autorizou despesas além do teto de gastos então vigente.
O mecanismo também permitiu a concessão dos benefícios em um período no qual a legislação eleitoral restringia esse tipo de iniciativa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.