“Quem ama cuida”: Como organizar herança, reduzir custos e evitar conflitos
A herança que movimenta a novela das oito “Quem ama cuida” expõe uma decisão que famílias brasileiras vêm antecipando: planejar a sucessão da partilha sem transformá-la em uma guerra entre herdeiros.
Em 2025, o país registrou 38.740 testamentos, o maior número da série histórica, iniciada em 2020, segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB).
O número representa um salto de 21% no período.
O avanço mostra que mais famílias estão se antecipando à sucessão, mas a história não termina com a partilha.
Impostos e decisões sobre o destino da herança podem comprometer o patrimônio.
Especialistas ouvidos pelo EXTRA explicam como evitar esses problemas.
Entenda melhor: Herança: como funciona a partilha de bens na sucessão patrimonial Na trama da TV Globo, o milionário Arthur Brandão decide se casar com a fisioterapeuta Adriana e evitar que a fortuna fique com os irmãos, Pilar e Ulisses, que considera interesseiros.
Logo após a cerimônia de casamento, Brandão é assassinado, e a protagonista passa a ser alvo das suspeitas articuladas pelos irmãos, que tentam impedi-la de ficar com a herança.
Capítulo de terça-feira No capítulo de terça-feira passada, Adriana foi até uma agência bancária depois de encontrar o anel com o código de acesso ao cofre deixado pelo milionário.
Mas ainda não pegou o dinheiro.
Na vida real, é nessa hora que começam os problemas.
De acordo com o Código Civil, os herdeiros são necessariamente os descendentes (filhos), os ascendentes (pais e avós) e o cônjuge, independentemente do regime de partilha de bens escolhido na hora do casamento.
A eles são garantidos 50% do patrimônio do falecido.
Na ausência dos chamados herdeiros necessários, a sucessão pode alcançar parentes colaterais até o quarto grau, como irmãos, sobrinhos e tios.
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