MP pede inclusão de pastores acusados de estupro em RR na lista da Interpol
O MPRR (Ministério Público de Roraima) pediu a inclusão de Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza na lista de procurados da Interpol .
O casal de pastores foi denunciado à Justiça, na última sexta-feira (21), por suspeita de estupro contra seis adolescentes .
Segundo o MPRR, a inclusão na lista da Interpol foi solicitada pelo entendimento de que há risco de fuga para países vizinhos.
A prisão preventiva dos suspeitos já havia sido solicitada em julho, mas ambos seguem foragidos .
O órgão informou que, entre os crimes denunciados ao Judiciário em 21 de agosto, estão estupro de vulnerável, estupro, importunação sexual, corrupção de menores, fraude processual e falsidade ideológica.
Leia Mais Pastores usavam "regra de expulsão" para silenciar vítimas de estupro em RR Líder religioso acusado de abusar fiéis é preso no Rio de Janeiro PF resgata oito mulheres e três crianças vítimas de exploração sexual no PR Além disso, as vítimas, com idades entre 12 e 17 anos, deverão receber indenizações que variam entre R$ 30 mil e R$ 150 mil .
Entenda o caso Segundo a denúncia, Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, mantinham uma igreja em Boa Vista e utilizavam da religião para praticar abusos contra adolescentes.
De acordo com a Polícia Civil, o representante de uma vítima, de 14 anos , registrou um boletim de ocorrência contra o casal em abril deste ano, dando início às investigações.
Após a primeira denúncia, outras cinco vítimas, com idades entre 12 e 17 anos , procuraram a Polícia Civil e relataram situações semelhantes.
Com as provas e oitivas, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente identificou seis vítimas.
Ao todo, 11 vítimas foram identificadas durante a investigação .
No entanto, outras cinco pessoas que apresentaram indícios de terem sido vítimas optaram por não prestar declarações.
STF anula absolvição de acusado de estupro e reabre caso Mariana Ferrer | CNN NOVO DIA Segundo a polícia, ficou claro que os líderes da igreja se blindavam de denúncias usando a fé das vítimas, que temiam a expulsão da igreja sob a alegação de serem “rebeldes e causadores de divisão”.
Além dos crimes atribuídos ao casal, a investigação apontou a participação de uma jovem de 20 anos que teria destruído provas contidas no telefone de Wenderson.
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