‘Injustificada’: CNA enquadra veto da União Europeia à carne brasileira e cobra reação do governo e Senado
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins , enviou ofícios ao Itamaraty e ao presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), para alertar sobre o impacto no setor rural da decisão da União Europeia (UE) de barrar a importação de produtos de origem animal brasileiros devido a exigências sobre antimicrobianos. A regra começa a valer já nesta quinta-feira (3).
O líder da entidade que representa os produtores rurais do país classifica a imposição da UE como injusta. “A medida, decorrente da aplicação extraterritorial de normas sobre o uso de antimicrobianos, desconsidera o rigor do sistema oficial de defesa e inspeção sanitária do Brasil, impondo prejuízos imediatos às cadeias produtivas nacionais, gerando grave e injustificada distorção no acesso ao mercado europeu.”, argumenta Martins.
Diante da gravidade do cenário, a entidade solicita o acionamento de mecanismos de reequilíbrio, previstos em acordos internacionais para atenuar as perdas econômicas. Esse instrumento estabelece que o país afetado tem a prerrogativa de adotar compensações equivalentes e até suspender descontos ou vantagens tarifárias que haviam sido concedidas anteriormente.
Além disso, a CNA pede no documento que o governo federal e o Senado realizem audiências públicas e reuniões diplomáticas para tentar destravar o bloqueio europeu e proteger a competitividade dos produtos nacionais.
A medida da União Europeia foi oficializada em 5 de junho, apenas um mês após a assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul.
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