Suécia cria comissão para reforçar segurança nas escolas após ataque mortal com espada
"Nos últimos anos, a Suécia enfrentou diversos ataques graves e fatais em escolas", declarou a ministra da Educação sueca, Simona Mohamsson, durante uma coletiva de imprensa.
"A ideia de uma escola completamente aberta é positiva, mas a realidade é que não podemos permitir que pessoas não autorizadas tenham livre acesso às nossas instituições de ensino", acrescentou. Segundo a ministra, uma comissão será criada para "propor novas medidas destinadas a prevenir futuros ataques em escolas".
Na sexta-feira, um jovem de 18 anos armado com uma espada entrou na Escola Secundária Brinell, em Fagersta, cidade de 13 mil habitantes localizada no centro do país. Ele matou uma estudante e feriu outras três pessoas, duas delas gravemente.
Preso menos de meia hora após o início do ataque, o jovem teve a prisão preventiva decretada por um tribunal sob suspeita de homicídio e tentativa de homicídio, informou o Ministério Público.
A polícia ainda investiga a motivação do crime. Até o sábado seguinte ao ataque, cerca de 80 pessoas haviam sido interrogadas, segundo as autoridades, que pretendem ouvir quase todos os funcionários e alunos da escola, aproximadamente 450 pessoas.
De acordo com a imprensa sueca, uma conta no TikTok atribuída ao suspeito também está sendo investigada. A AFP conseguiu visualizar o perfil antes de ele ser excluído. A conta continha vários vídeos com referências a ataques em escolas, e a última publicação mostrava a imagem de uma espada. Dois endereços ligados ao jovem em Fagersta também foram alvo de buscas.
A polícia informou que chegou a disparar contra o agressor, mas não o atingiu. A emissora pública sueca SVT informou que o suspeito possuía antecedentes criminais por agressão.
Em fevereiro de 2025, cerca de 10 pessoas foram mortas em um tiroteio em um centro educacional na Suécia, incluindo o suspeito do ataque. O episódio foi visto como o mais mortal da história do país escandinavo.
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