Minotauro e Minotouro contam como profissionalizaram rede de academias
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A profissionalização da rede de academias Team Nogueira começou quando os irmãos e ex-lutadores Rodrigo Nogueira, conhecido como Minotauro, e Rogério Nogueira, o Minotouro, buscaram consultoria e passaram a investir em treinamento de professores e metodologia. Eles contaram a história do negócio no Divã de CNPJ , do Canal UOL .
Segundo os empresários, o movimento começou por volta de 2011, quando buscavam estruturar uma academia de grande porte em San Diego, nos Estados Unidos. A necessidade de manter um padrão para cerca de mil alunos levou a dupla a estudar modelos de gestão, capacitação e metodologia para academias.
Com mil alunos, você tem que manter um padrão. A gente começou a fazer muito treinamento, capacitação de professor, de metodologia, e a gente começou a estudar isso. Rogério Nogueira
Antes da expansão internacional, Rodrigo Nogueira diz que já operava duas academias em Salvador e arrendava outro espaço. Com a profissionalização, os irmãos passaram a estruturar uma metodologia que pudesse ser aplicada em diferentes unidades.
Rodrigo afirma que esse modelo também é utilizado pelo Instituto Irmãos Nogueira, um projeto social que atende cerca de 1.300 crianças no estado do Rio de Janeiro e outras 2.700 na Bahia.
Uma marca que você pode ensinar em vários lugares, até entrar em academias. A gente tem um instituto social, chama Instituto Irmãos Nogueira. Hoje a gente está trabalhando com 1.300 crianças do estado do Rio de Janeiro e com 2.700 crianças na Bahia. Com a metodologia da gente. Da aula um até a faixa preta. Rodrigo Nogueira
Os irmãos também contam que buscaram referências nos Estados Unidos, onde conheceram consultores e iniciativas voltadas à gestão e à rentabilidade de academias. A partir dessas experiências, investiram na capacitação de professores e na organização de etapas de formação e graduação dos alunos.
Hoje, Rogério afirma que as academias têm uma base de cerca de 3.000 alunos, com operações citadas em São Paulo, no interior paulista e em Londrina. A unidade de Dubai é contabilizada separadamente e, segundo ele, tem cerca de 2.700 alunos em um espaço de 6.000 m².
Para Rogério, academias de artes marciais dependem de uma prestação de serviço diferente do modelo de academias de baixo custo. O empresário afirma que os gastos com professores exigem investimento em gestão, marketing e geração de valor para os alunos.
É um negócio lucrativo. Mas como é um serviço, tem que ter um padrão, é um negócio que você tem que agregar bastante valor para a academia. Por exemplo, essas academias low cost (custo baixo, em português) não se comparam, porque é um negócio de serviço. Se colocar um produto a R$ 120 ou R$ 99 ele não se paga, porque a aula de professor é mais cara. Você tem que ter um bom gestor ali pra ficar gerando valor dentro daquela área, fazendo marketing, trazendo aluno, para aumentar o seu ticket. Rogério Nogueira
Os ex-lutadores também descrevem o uso de tecnologia para acompanhar a rotina da rede.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.