Ué, gringo, não estava tudo bem?
Escrevo esta coluna na quinta-feira, com o Ibovespa negociando a 167 mil pontos.
Se o leitor do Valor Investe me permite, vou replicar matéria do site do UOL para começar: “O chefe de Economia no Brasil e Estratégia para América Latina do Bank of America (BofA), David Beker, disse nesta sexta-feira, 3 de julho, que o mercado começou a operar a corrida ao Palácio do Planalto sem grande preocupação, do lado dos investidores estrangeiros, em relação a uma reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"As pessoas me perguntam se o estrangeiro tem medo do Lula.
Não, não tem.
O estrangeiro conhece o Lula", disse Beker durante café da manhã com jornalistas…” Repararam a data? 03 de julho de 2026, há apenas um mês e meio.
Na última terça-feira, 11 de agosto, o banco estrangeiro, JPMorgan, rebaixou a recomendação para ações brasileiras, de overweight para neutra.
Entre os motivos, destacou explicitamente o aumento da incerteza eleitoral e lembrou que, historicamente, a Bolsa brasileira tende a ter desempenho pior nos meses que antecedem eleições, especialmente quando a disputa é polarizada e apertada.
Também alertou para incertezas fiscais.
No início do ano, quando a bolsa brasileira engrenou uma alta espetacular, saindo de 160 mil para 199 mil pontos, notadamente impulsionada pelo fluxo de recursos estrangeiros, eu questionava, nas minhas participações na mídia e aqui, se as eleições deste ano não acabariam fazendo preço ou, sobretudo, se o quadro fiscal horroroso do país não deveria ser levado em consideração antes de uma alocação tão expressiva no Brasil, em meio àquele movimento global de rotação de carteiras.
Vale lembrar que, naquele momento, a projeção da Way Investimentos para o Ibovespa em 2026 era de 172 mil pontos.
Enquanto isso, era quase unânime no mercado a expectativa de que o principal índice da bolsa brasileira caminharia para a faixa de 240 mil a 250 mil pontos até o fim do ano ou o início de 2027.
Como já escrevi numa coluna, fui taxado de pessimista e me alcunharam de “cupê mal-assombrado”.
Claro, a maioria estava comprada e queria participar da “festa” tupiniquim, que faria as ações brasileiras serem imbatíveis no contexto emergente.
Ledo engano...
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.