Carteiras administradas, antes exclusivas aos milionários, viram moda. Vale investir?
O volume investido em carteiras administradas, uma espécie de gestão de investimentos profissional, pelos brasileiros dobrou nos últimos quatro anos.
Bancos, corretoras, gestoras e consultorias estão oferecendo esse serviço, antes exclusivo aos ricaços, para um público um pouco menos endinheirado, com a promessa de simplificar os investimentos.
Após as assessorias e as consultorias se popularizarem, há quem ache que as carteiras são o modelo de investimentos do futuro.
Contudo, elas não são para todo mundo.
O montante investido pelos brasileiros do grande público nas carteiras administradas disparou de R$ 10 bilhões em julho de 2022 para R$ 20 bilhões em maio de 2026, mostram os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Ainda é uma fatia minúscula em relação ao valor de R$ 1,1 trilhão investido pelos profissionais nesses serviços e ao volume de R$ 160 bilhões dos qualificados, os investidores com acima de R$ 1 milhão.
Contudo, o crescimento mostra que um novo público está conseguindo acessar as carteiras.
O valor médio das carteiras administradas dos brasileiros do grande público é de R$ 291 mil.
Ao contratar uma carteira administrada, o investidor pessoa física dá a um gestor o poder para tomar as decisões de investimentos no seu nome, dentro de limites previamente combinados, conforme os objetivos e o perfil de risco de cada um.
O gestor do serviço tem o mercado inteiro para buscar aplicações, como ações, fundos de investimentos e papéis de renda fixa, e não deve ganhar remunerações além da que o investidor paga.
Assim, a carteira é independente e mais alinhada ao interesse do investidor.
A carteira administrada é oferecida por vários tipos de empresas, desde que com uma gestora ligada à instituição.
Afinal, a carteira é um serviço de gestão.
A aplicação mínima varia de R$ 100 a R$ 1 milhão, dependendo do nível de personalização, e a taxa de administração costuma variar de 0,30% a 1,5% ao ano sobre a carteira do cliente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.