Reforma tributária deixou planejamento patrimonial e sucessório mais complexo; veja os erros que podem ser cometidos agora
Embora as novas regras de impostos estejam cada vez mais perto de entrarem em vigor, as mudanças ainda geram muitas dúvidas — até mesmo para quem entende do assunto.
"Estamos discutindo a reforma tributária há quatro anos e ainda não sabemos qual será a alíquota efetiva", afirmou Rafael Fernandes, advogado especialista em Direito Tributário , durante o Congresso Planejar 2026 , realizado na quinta-feira (17).
Para quem quer proteger o patrimônio , as mudanças também podem virar uma verdadeira armadilha.
Shirley Ambrosio, advogada especialista em wealth planning do Bradesco Private Bank , que também estava presente no evento, alertou que um planejamento patrimonial mal executado pode custar muito mais caro.
Segundo ela, às vezes, a melhor escolha para o contribuinte é não tomar nenhuma medida em relação à reforma tributária .
"O planejamento patrimonial vai ficar cada vez mais complexo", afirmou.
LEIA TAMBÉM: Brasileiros querem mais que renda fixa: interesse em LCA cresce 119%, mas outro investimento rouba a cena Os principais erros com a reforma tributária Para os contribuintes, o aumento da complexidade significa um número maior de 'cascas de banana' para escorregar e acabar na boca do Leão.
Durante o evento, Fernandes e Ambrosio alertaram sobre os brasileiros quererem produtos e ideias 'prontas', que nem sempre dão certo.
"As pessoas chegam perguntando se precisam fazer holding imobiliária e se os investimentos tributados agora valem mais a pena do que os ativos isentos.
Mas não existe mais receita de bolo no planejamento patrimonial", afirmou Ambrosio.
Segundo os especialistas, as novas regras exigem entender a necessidade patrimonial de cada pessoa.
Para eles, o erro mais comum é avaliar tributos e ativos de forma isolada ou tomar decisões sem o suporte de uma equipe multidisciplinar.
Olhar para quem vai ficar com o patrimônio no futuro também é importante para entender a eficiência do plano sucessório.
"Não existe fazer planejamento patrimonial e sucessório se não faz sentido para os objetivos daquela família", disse Fernandes.
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