Selic cai pela 5ª vez, mas corte não garante alta do IFIX; veja por quê
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16), para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo da taxa básica de juros.
Apesar da continuidade do ciclo de flexibilização monetária, o movimento, por si só, não deve provocar uma mudança imediata no comportamento dos fundos imobiliários (FIIs), segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney .
A avaliação é que o mercado já esperava a decisão e que, para os FIIs, a trajetória dos juros reais de longo prazo tem papel mais relevante do que a Selic corrente.
O IFIX , índice de referência do segmento, fechou o pregão de quarta-feira praticamente estável, com queda de 0,06%.
Hoje, opera com leve queda de 0,03%, praticamente estável, aos 3.714 pontos.
No ano, recua 0,99%.
Para Lucas Araújo, sócio e gestor da AF Real Estate, o novo corte confirma a continuidade do ciclo de queda dos juros, mas o nível da taxa ainda é suficientemente elevado para limitar o impacto imediato sobre os fundos imobiliários.
“O novo corte confirma a continuidade do ciclo de queda da Selic.
Ainda assim, a taxa permanece em patamar restritivo, de modo que o impacto imediato sobre os fundos imobiliários tende a ser limitado”, afirma Araújo.
Segundo o gestor, portanto, a principal importância da decisão está na sinalização para os próximos meses, e não necessariamente em uma reação imediata dos preços dos FIIs.
“A decisão é mais relevante como sinalização da trajetória dos juros do que pelo efeito prático no curto prazo”, diz.
Araújo também mantém a expectativa de um ambiente de juros elevados até o fim do ano.
“Nossa leitura continua sendo de um ambiente de juros elevados até o fim do ano”, afirma.
Segundo ele, o mercado projeta, pelo Focus, Selic de 13,75% ao final de 2026.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.