Flávio deveria sair do STF e “voltar ao supermercado”, diz cientista político
A crise no Supremo Tribunal Federal deu a Flávio Bolsonaro (PL) espaço para atacar Alexandre de Moraes e explorar o desgaste da Corte.
A duas semanas da eleição, porém, insistir nessa agenda pode deixar de ser vantajoso para sua campanha.
Na avaliação do cientista político Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, Flávio deveria reduzir o protagonismo do STF em seu discurso e voltar a concentrar a campanha no custo de vida.
“Eu, se sou o estrategista do Flávio, também deixo essa parte do STF para a imprensa, porque vai ter que continuar batendo nisso por dever de ofício, e volto para o supermercado para mostrar picanha com a redinha e aquele alarme contra roubo”, afirmou no Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney .
Para Barreto, “a grande questão claramente é o poder de compra”.
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Embora Alexandre de Moraes seja alvo recorrente do bolsonarismo, manter o assunto no centro da campanha também abre espaço para que adversários retomem as relações entre integrantes da direita e o Banco Master.
Barreto cita dados de redes sociais para contestar a leitura de que o noticiário sobre Moraes necessariamente beneficia Flávio.
Segundo ele, quando o debate envolve Daniel Vorcaro e o Master, o volume de críticas a Lula e Flávio nas redes se aproxima.
Sem o banco na discussão, Lula aparece mais negativamente.
Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo “Eu vejo o pessoal com muita naturalidade dizendo assim: ‘Olha, isso aí vai ajudar bastante o Flávio’.
Mas quando você pega dados de redes, por exemplo, você não tem tanta convicção a respeito disso, não”, afirmou.
A avaliação ajuda a explicar por que a campanha pode enfrentar um limite ao explorar a crise institucional.
Quanto mais o assunto permanece em evidência, maior também é o espaço para o PT tentar recolocar Flávio dentro do noticiário do Master.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.