Campeãs de queda: O que azedou o humor dos investidores com a CSN Mineração (CMIN3) e CSN (CSNA3) na semana?
A CSN Mineração (CMIN3) e a CSN ( CSNA3 ) tiveram uma nova semana como destaque no Ibovespa (IBOV) , mas liderando as maiores quedas do índice.
Em cinco pregões, a CMIN3 , em primeiro lugar, desabou 18,75%, enquanto a CSNA3 , em terceiro lugar, teve perda de 12,16%.
Uma junção de fatores contribuiu para azedar o humor dos investidores com os ativos, segundo analistas ouvidos pelo Money Times .
No caso da CSN Mineração, pesou o preço do minério de ferro, os custos de frete e os dados do minério de ferro.
Já para a siderúrgica, os números do consumo do aço e as dúvidas sobre a venda da divisão de cimentos da holding tiveram destaque.
Leia mais: Vender só não basta: Os dilemas da CSN (CSNA3) em meio às dívidas bilionárias A campeã da desvalorização Para Bruno Benassi , analista de ativos da Monte Bravo, a queda do minério de ferro para abaixo do nível de US$ 100 a tonelada, além do aumento no preço do frete com o petróleo acima de US$ 103 — algo que já impactou negativamente a companhia no segundo trimestre, com a pressão do frete jogando as margens para baixo —, explica parcialmente o desempenho negativo da companhia.
Na mesma linha, o analista de investimentos da AGF, Pedro Galdi , observa que o frete marítimo teve um aumento substancial para US$ 40 a tonelada.
“A Vale possui contratos de longo prazo para frete, então acabou sofrendo menos que outras, como CSN Mineração, Usiminas e mineradoras de pequeno e médio porte, principalmente em Minas Gerais”, detalha.
Para a CSN Mineração, Galdi considera que esse efeito de pressão nos custos também será observado no terceiro trimestre de 2026 (3T26).
Ele acrescenta que o frete entre Brasil e China é muito diferente de Austrália e China, o que tira competitividade das mineradoras brasileiras e afeta desempenho de suas ações.
O economista e head de renda variável da Fami Capital, Gustavo Bertotti , complementa que os dados econômicos de crescimento da China também acabam pesando negativamente no minério.
“As empresas brasileiras são muito afetadas pela questão de crescimento e crise imobiliária na China.
Uma hora ela vai ganhar força, vimos alguns índices macro da China indicando ainda alguma preocupação em termos de desaceleração econômica.
O governo chinês sabe que terá que fazer muito incentivo em diversas linhas de consumo para manter a meta de crescimento”, afirma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.