Após repercussão de entrevista, Flávio nega que cortará Bolsa Família
Após repercussão de uma entrevista da principal assessora econômica de Flávio Bolsonaro (PL) sobre uma regra de transição de dois anos para o Bolsa Família, a campanha bolsonarista entrou em modo de emergência para debelar interpretações de que o presidenciável pretenda realizar cortes no programa social.
Primeiro, a coordenadora da área econômica da campanha, Daniella Marques, gravou um vídeo para se explicar. Depois, o próprio candidato foi às redes sociais para dizer que não pretende acabar nem limitar o programa social.
"O Lula está espalhando uma fake news daquela cabeluda. E qual é a mentira que ele está contando? Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos", disse Flávio, em vídeo distribuído nas redes sociais, no final da tarde de hoje.
"É óbvio que isso não vai acontecer, óbvio que isso é mentira. Você que recebe o Bolsa Família, fica tranquilo, o seu benefício está garantido porque eu vou cuidar de você", disse o candidato.
Na manhã de hoje, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, que coordenou a parte econômica do plano de governo do candidato do PL, concedeu uma entrevista por telefone à rádio CBN Bahia, de Salvador.
A declaração da coordenadora econômica da campanha se deu no contexto de uma pergunta sobre o plano do candidato.
"A gente quer todo brasileiro, na etapa de vida que tiver, os beneficiários do Bolsa Família, aquele que já empreende e é MEI, aquele que é micro, todos nessa etapa eles vão ter um plano para que o Estado apoie e que cresçam mais", disse Daniella, no começo da resposta.
Na sequência, ela prometeu que um eventual novo governo ofereceria crédito, capacitação e, em parceria com empresas privadas, oferecer cursos livres para capacitação.
Aí veio a declaração sobre o Bolsa Família: "E principalmente quem está no Bolsa Família, vai ter uma regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de dois anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada com uma regra de transição por dois anos e um retorno automático caso dê errado."
"As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com algo mais, com mais oportunidade, com mais dignidade", afirmou.
O coordenador da campanha de Lula (PT), senador Camilo Santana (PT-CE), criticou o teor da entrevista da coordenadora econômica de Flávio.
"Isso já mostra claramente de onde é que o Flávio Bolsonaro quer cortar os seus R$ 200 bilhões de tesouraço. A gente vem dizendo que é exatamente dos programas sociais, é exatamente das conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras desse país", disse coordenador da campanha de Lula.
A primeira negativa contra a interpretação do PT foi gravada pela própria Daniella Marques logo no início da tarde e distribuída por redes sociais.
"O Bolsa Família já tem prazo de continuidade. Com o Lula, de um ano. Com o Flávio, vai ser de dois anos", disse.
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