Síria e Israel realizam negociações mediadas pelos EUA para reduzir tensões
A Síria e Israel realizaram conversas de alto nível mediadas pelos EUA na Jordânia, neste domingo (23), com o objetivo de reduzir as tensões após recentes ataques israelenses em território sírio, informou a agência de notícias estatal síria SANA, citando uma fonte diplomática do Ministério das Relações Exteriores.
As conversas concentraram-se em mecanismos práticos para interromper ataques, prisões e operações direcionadas por parte de Israel, bem como na retomada de negociações para um acordo de segurança que pudesse servir de base para um pacto futuro mais amplo, informou a SANA.
Os dois lados também discutiram esforços para aliviar as tensões entre Israel e a Turquia e para evitar que a rivalidade entre eles se estendesse ao território sírio.
Leia mais Ucrânia diz que não está por trás das explosões no gasoduto Nord Stream Irã afirma ter descoberto mais de 200 bilhões de metros cúbicos de gás Tunísia recupera corpos após naufrágio de barco que transportava migrantes O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, disse à Reuters no sábado que Damasco esperava a retomada em breve das negociações de segurança com Israel, embora tenha acrescentado que havia falta de confiança entre as partes.
As negociações estavam suspensas desde o início da guerra do Irã , e a Síria havia cortado totalmente o contato após ataques israelenses à base aérea síria de Abu al-Duhur na semana passada, segundo Shaibani.
Há mais de um ano, Washington tenta intermediar um acordo de segurança entre Israel e o governo do presidente sírio Ahmed al-Sharaa.
Shaibani afirmou que os dois lados haviam concordado, no papel, com “quase tudo” por volta do início do ano — incluindo disposições para zonas de segurança no sul da Síria e uma zona de amortecimento onde apenas forças das Nações Unidas estariam presentes —, mas Damasco duvidava da disposição de Israel em implementar o acordo.
O gabinete do primeiro-ministro de Israel não respondeu a um pedido de comentário sobre as declarações de Shaibani.
Na reunião de domingo, segundo a SANA, a Síria indicou que suas prioridades imediatas continuavam sendo a retirada de Israel para as posições ocupadas antes da derrubada de Bashar al-Assad, em 8 de dezembro de 2024, e a restauração integral do acordo de desengajamento de 1974.
Damasco também informou à delegação israelense que não aceitaria disposições que restringissem seu direito de reconstruir e desenvolver suas forças armadas ou de definir suas alianças e parcerias, relatou a SANA.
A Síria reiterou que as Colinas de Golã, ocupadas por Israel, são território sírio, mas afirmou que discussões sobre o status final da região eram prematuras, de acordo com a reportagem da SANA.
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