Samsung, Bradesco e Electrolux: Casas Bahia tem 28 mil credores; veja maiores dívidas
O pedido de recuperação judicial protocolado pelas Casas Bahia ( BHIA3 ) inclui dívidas de R$ 17,3 bilhões devidas a cerca de 28 mil credores.
A relação é diversa, e inclui desde bancos e fundos de investimentos até grandes fornecedores de eletrodomésticos e eletrônicos vendidos pela varejista.
A maior parte das dívidas, cerca de R$ 16,4 bilhões, são do tipo quirografárias, ou seja, sem garantia real, como débitos com fornecedores.
Já dívidas de natureza trabalhistas totalizam R$ 754,5 milhões.
Encabeça a lista a Zurich Minas Brasil Seguros, parceira do grupo Casas Bahia na oferta de seguros como garantia estendida e proteções para celulares e eletrônicos.
A varejista deve à seguradora R$ 1,97 bilhão.
Em seguida aparece o IBCB-AF01, fundo de investimento usado pela companhia para estruturar operações, com R$ 1 bilhão em aberto.
A Samsung é a terceira do ranking, com R$ 937,6 milhões a receber da varejista.
Outros fornecedores também compõem a lista, como a Electrolux (R$ 700 milhões), a Whirpool (R$ 635,9 milhões), a LG (R$ 623,7 milhões) e a Motorola (R$ 619 milhões).
Já entre as instituições financeiras, o Bradesco tem R$ 655,6 milhões a receber, entre valores devidos ao Bradesco e ao banco Digio, controlado pelo Bradesco.
A lista ainda inclui o Banco do Brasil (R$ 598,1 milhões) e o Itaú (R$ 208,3 milhões).
Leia também Casas Bahia quer focar em marketplace e negocia empréstimo para sair da crise Varejista protocolou pedido de recuperação judicial ‘Pior crise’ No pedido de reestruturação levado à Justiça no domingo, a Casas Bahia argumenta que enfrenta a “pior crise financeira desde a fundação”, num cenário ainda mais complexo que o vivido em 2024, quando a empresa passou por uma recuperação extrajudicial.
Agora, a companhia acumula dívidas de R$ 17,3 bilhões.
Após o pedido de recuperação judicial, as ações da Casas Bahia despencam quase 30% nesta segunda-feira .
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