As bolinhas de R$ 50 milhões: os maiores valores em obras de Yayoi Kusama
Yayoi Kusama transformou bolinhas, redes, abóboras e espelhos em uma das marcas mais reconhecíveis da arte contemporânea, e também em um negócio milionário.
A artista japonesa, que morreu aos 97 anos em 14 de agosto, deixou para trás uma obra que movimenta cifras de oito dígitos nas principais casas de leilão do mundo.
A notícia do falecimento, no entanto, foi divulgada nesta quinta-feira (27), pela Yayoi Kusama Foundation .
Segundo o comunicado oficial, Kusama morreu em um hospital de Tóquio e continuou pintando até os últimos dias de vida.
A trajetória da artista foi marcada por uma relação intensa com a saúde mental.
Desde a infância, ela relatava experiências visuais e auditivas que descrevia como alucinações: enxergava padrões, pontos e redes que pareciam se espalhar por paredes, objetos e até pelo próprio corpo.
Foi a partir dessas experiências que surgiram alguns dos elementos que se tornariam sua assinatura artística.
Yayoi Kusama sentada em frente sua obra Pumpkin - Imagem: Noriko Takasugi No mercado secundário, sua obra mais cara chegou a US$ 10,496 milhões , o equivalente a aproximadamente R$ 54 milhões na cotação atual.
A pintura em questão é uma Infinity Net de 1959, série que ajudou a colocar Kusama no radar da vanguarda nova-iorquina.
E esse, aliás, não é um caso isolado.
Outras pinturas e esculturas da artista já ultrapassaram a marca de US$ 7 milhões (R$ 36 milhões) em leilões internacionais.
Além disso, Kusama levou sua estética para a moda e fez de suas bolinhas, redes e formas orgânicas uma assinatura visual.
Em 2012, por exemplo, essa influência ganhou força com sua primeira colaboração com a Louis Vuitton , então comandada por Marc Jacobs , que levou seus padrões para roupas, bolsas, acessórios e vitrines.
Anos depois, em 2023, a parceria foi retomada em uma escala ainda maior, com uma coleção e instalações da artista em lojas da grife ao redor do mundo.
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