MP pede impugnação da candidatura de Jerson Domingos em MS
A Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso do Sul (PRE-MS), órgão do Ministério Público Federal (MPF) , ajuizou Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC) contra Jerson Domingos (União Brasil-MS) .
O ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado tenta, em 2026, uma vaga na Assembleia Legislativa.
A ação, protocolada nessa segunda-feira (17/8) no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), pede o indeferimento do registro de candidatura de Domingos.
Segundo o MPF, o candidato integraria uma organização criminosa armada, o que, na avaliação do órgão, atrairia a vedação constitucional à participação de organizações paramilitares no processo eleitoral.
De acordo com a Procuradoria, Jerson é cunhado de Jamil Name e tio de Jamil Name Filho, apontados pelas investigações da Operação Omertà como líderes do que a Polícia Civil descreveu como “a maior, mais duradoura e estruturada milícia armada do Estado de Mato Grosso do Sul”.
Deflagrada em 2019 pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a operação investiga crimes como homicídios, tráfico de armas, corrupção e um plano para assassinar autoridades envolvidas nas apurações , entre elas um delegado, um promotor e um defensor público.
O Metrópoles tenta contato com a defesa de Jerson Domingos.
O espaço segue aberto para manifestações.
Acusações contra Jerson Jerson Domingos responde a duas ações penais decorrentes da Operação Omertà.
Os processos foram desmembrados e remetidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em abril de 2024, em razão do foro por prerrogativa de função.
Na primeira ação, ele é acusado de obstruir as investigações sobre a organização criminosa, com agravante pelo emprego de arma de fogo.
Segundo a denúncia do Gaeco, Jerson teria sido um dos escolhidos pelos líderes presos para operacionalizar um plano de atentado contra autoridades.
Entre as condutas atribuídas a ele, estão a contratação de um advogado para atuar como intermediário com Jamil Name, então detido na Penitenciária Federal de Mossoró (RN) , e uma viagem ao Rio de Janeiro, em fevereiro de 2020.
Segundo uma testemunha protegida, a viagem estaria relacionada à contratação de executores para matar o delegado Fábio Peró Correa Paes.
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