Federações nórdicas buscam diálogo com a UE sobre preocupações com a Fifa
As federações de futebol da Finlândia, Suécia e Dinamarca escreveram ao comissário europeu para o Esporte, Glenn Micallef, para solicitar uma reunião a respeito de preocupações relacionadas à governança da Fifa, segundo fontes com conhecimento direto do assunto informaram nesta quarta-feira.
A carta foi assinada pelo presidente da Federação Finlandesa de Futebol, Ari Lahti, pelo dinamarquês Jesper Moller e pelo sueco Simon Astrom, disseram as fontes à Reuters.
A iniciativa junto a Micallef abre a possibilidade de que autoridades da União Europeia (UE) se envolvam em uma disputa que abalou a liderança da entidade máxima do futebol mundial.
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A Reuters também procurou a FIFA para obter um posicionamento sobre a carta.
O principal objetivo do documento foi solicitar uma reunião em Bruxelas entre Micallef e os três presidentes das federações para discutir acontecimentos recentes na FIFA e preocupações mais amplas sobre a forma como o futebol mundial é administrado, afirmou uma das fontes.
O gabinete do comissário europeu para o Esporte confirmou à Reuters nesta quarta-feira que recebeu uma carta das federações.
Ainda não estava claro se Micallef aceitará a reunião proposta.
Segundo as fontes, as entidades levantaram questionamentos sobre transparência , consultas e processos de tomada de decisão na Fifa.
O documento cita, em especial, a proposta já abandonada da Fifa Forward Enterprise (FFE).
O projeto previa a entrada de investidores privados em uma nova empresa comercial da Fifa, que ficaria responsável por direitos relacionados a competições como a Copa do Mundo.
A iniciativa provocou críticas em diferentes setores do futebol e levou opositores do presidente da Fifa, Gianni Infantino, a discutir a possibilidade de uma votação de desconfiança.
As federações nórdicas avaliam que a possibilidade de investidores privados adquirirem participação em competições e atividades comerciais da Fifa, somada ao que consideram falta de transparência e de consultas suficientes durante a elaboração da proposta, levanta questões mais amplas sobre o controle do futuro do futebol mundial.
De acordo com as fontes, a carta menciona a reação à tentativa de criação da Superliga Europeia, em 2021, como exemplo de coordenação entre autoridades e responsáveis pelo futebol europeu para defender o modelo existente no esporte.
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