‘Toca muita coisa no rádio que não devia’: Rildo Hora, um dos maiores produtores da MPB
A os 87 anos e sem pensar em aposentadoria, Rildo Hora segue sendo um dos mais importantes instrumentistas e produtores da música brasileira.
Foi responsável por ampliar o espaço da gaita de boca no país, além de construir uma carreira de destaque como arranjador e maestro.
Seu trabalho ajudou a moldar o som de outros grandes artistas brasileiros, especialmente no samba, sendo reconhecido por arranjos sofisticados e capacidade de unir tradição e refinamento musical.
Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios, incluindo quatro Latin Grammy , consolidando-se como referência da MPB.
Deixou sua marca em discos históricos de Martinho da Vila , Zeca Pagodinho , João Bosco , Clara Nunes , Luiz Gonzaga , Beth Carvalho , Dona Ivone Lara e Dudu Nobre , sendo chamado de “arquiteto da sonoridade do samba contemporâneo”.
Rildo é o convidado do programa semanal da coluna GENTE (disponível no canal VEJA+ no Youtube , no streaming da TV Samsung Plus, LG, TCL e Roku), gravado no Museu do Samba, ao lado da quadra da Estação Primeira de Mangueira, no Rio, para onde doou seu acervo particular.
Assista. (Agora a coluna GENTE também está no Instagram.
Siga o perfil @veja.gente ) MÚSICA BOA E RUIM.
“Toca muita coisa no rádio que não devia estar tocando.
Assim como tem o samba bom e tem o samba que não é bom.
Como é a diferença? A diferença é que um é bom e o outro não é bom.
Mas o que faz um bom e o outro ruim? Não precisa o compositor ser culto, não.
Às vezes até melhor que não seja. ‘Simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti’.
Esse camarada aqui, Cartola, foi quem compôs. ‘Tire os seus sorrisos do caminho que eu quero passar com a minha dor’.
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