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Advogados de Lulinha pedem à PF investigação sobre vazamentos de mensagens

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Advogados de Lulinha pedem à PF investigação sobre vazamentos de mensagens

Na petição, os advogados do filho do presidente Lula suspeitam que Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho estejam envolvidos nos vazamentos

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Advogados de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, apresentaram nesta quarta-feira, 26, à Polícia Federal uma notícia-crime para pedir investigação sobre a origem de vazamentos de informações protegidas por sigilo judicial relacionadas às operações Sem Desconto e Compliance Zero.

A petição sustenta que dados extraídos de celulares e documentos produzidos a partir de quebras de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático teriam circulado entre a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a CPMI do INSS sem que fosse possível, até agora, identificar de maneira completa quem teve acesso ao material e em que momento.

Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida pedem a abertura de inquérito e uma auditoria integral da chamada cadeia de custódia das provas. A intenção é reconstruir, segundo a petição, “quem manuseou o quê, quando e sob qual registro” nos três ambientes institucionais por onde o acervo passou.

A peça aponta nominalmente o senador Rogério Marinho (PL-RN), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pessoas que devem ser consideradas na apuração. Os advogados, porém, fazem uma ressalva de que a indicação não constitui prova de autoria dos vazamentos.

Segundo a representação, Marinho integrou a CPMI do INSS e exerce a coordenação-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Gaspar foi relator da comissão e integra a chapa de Flávio como candidato a vice-presidente. A petição afirma que os três reúnem, em diferentes graus, acesso institucional ao material e ligação com a campanha.

A notícia-crime registra que, em 21 de julho, a campanha informou que tinha acesso às conversas. No dia seguinte, a defesa de Roberta pediu ao STF investigação sobre uma suposta quebra irregular de seu sigilo telemático. Em 2 de agosto, o pedido foi ampliado à PGR e à PF.

Em 6 de agosto, segundo a petição, Rogério Marinho protocolou no STF um pedido de busca e apreensão e de quebra de sigilos contra Marco Aurélio Santana Ribeiro. Embora a petição tivesse caráter sigiloso, seu conteúdo acabou divulgado pela imprensa no mesmo dia.

Onze dias depois, em 17 de agosto, foram publicados trechos de conversas extraídas do celular de Roberta Luchsinger envolvendo Lulinha e Marco Aurélio Santana Ribeiro. Segundo os advogados, os diálogos constavam de relatórios da PF encaminhados ao STF e juntados aos autos sob segredo de Justiça.

No dia seguinte, Alfredo Gaspar afirmou publicamente que Ribeiro acabaria preso. Para os advogados, a declaração merece ser examinada porque teria antecipado um possível desfecho de uma investigação que permanecia sob sigilo.

A petição afirma que o conjunto das divulgações apresenta “calibragem temporal” coincidente com a aproximação do período eleitoral. Os defensores pedem que essa circunstância seja investigada como possível indício de uso político de material produzido em investigações oficiais.

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