Polícia questiona horários no caso do motorista de Haddad
Investigação aponta possível contradição em relato sobre suposta perseguição de viatura na noite de campanha
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Alessandro Caseri , motorista do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), foi ouvido pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 17, sobre o episódio em que diz ter sido perseguido por uma viatura da Polícia Militar.
Acompanhado de advogado, ele reafirmou à 2ª Delegacia Seccional a versão de que cruzou com SUVs da Força Tática em três ocasiões distintas naquela noite. O caso gerou abertura de inquéritos pelo Ministério Público Federal e pela própria Polícia Civil.
Segundo o relato, o primeiro contato teria ocorrido antes de ele deixar Haddad em casa, quando uma viatura o teria “fechado” e apontado luz para o para-brisa.
Depois, um veículo semelhante teria emparelhado com seu carro sem sirene ou ordem de parada, levando-o a buscar refúgio no Hotel Pullman, na Vila Mariana, área coberta por câmeras de segurança.
De acordo com o depoimento, ele estacionou por volta das 21h58 e permaneceu no local até 23h09 , período em que teria contatado dois advogados da campanha petista.
Caseri afirmou ter identificado, por leitura labial , um policial dizendo ao colega “olha o carro” , além de ouvir a expressão “vaza” durante a movimentação de agentes próximos ao veículo.
Uma fonte com acesso ao depoimento, sob reserva, informou que a Polícia Civil identificou inconsistências nos horários apresentados.
Conforme essa apuração, imagens mostram que o carro do motorista , um Fusion prata, deixou as proximidades do hotel às 22h26 — e não no horário relatado por Caseri. Quatro minutos depois, o veículo aparece na Avenida 23 de Maio; outros quatro minutos depois, na Radial Leste.
Procurado, o advogado do motorista optou por não comentar o assunto . Prints obtidos pelo Globo mostram mensagens em que Caseri diz temer pela própria segurança e aguardar a saída dos policiais do hotel, marcando ligações às 23h03 e 23h09 para os advogados da campanha.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que as apurações preliminares indicam que “não houve absolutamente nada e se trata, no final das contas, de uma falsa comunicação” , cenário que, segundo ele, pode resultar em responsabilização do motorista . Tarcísio afirmou que mais de 70 câmeras foram analisadas, além dos sistemas de GPS das viaturas.
Haddad, por sua vez, disse ter acompanhado o trajeto apenas “até a porta da minha casa” e destacou que, a partir daí, o relato é de responsabilidade exclusiva do motorista . O candidato petista criticou a demora na coleta do depoimento e afirmou não haver, até o momento, motivo para desconfiar do profissional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.