sexta-feira, 18 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Últimas

Alta no Bolsa Família gera nova onda de preconceito contra pobres

UOL Notícias ·
Alta no Bolsa Família gera nova onda de preconceito contra pobres

A discussão sobre a legalidade ou não do reajuste (que ocorreu dentro da inflação acumulada no período) em meio às eleições não pode ser usado para, mais uma vez, tentarem minar um dos mais importantes programas de transferência de renda do mundo.

Não é a primeira vez que uma onda de ódio contra o Bolsa Família encharca as redes, nem será a última. Mas sempre que isso acontece, é uma oportunidade para desfazer equívocos, mentiras, desconhecimento ou preconceito.

Antes de mais nada, há pressuposto equivocado: de que a maioria das pessoas que recebe o Bolsa Família é preguiçosa e prefere viver apenas de grana do governo.

Para além do preconceito, casos como estes mostram desconhecimento da economia. Melhores condições de salário e emprego é que devem atrair empregados, não um aumento de vulnerabilidade causado pela redução de programas sociais.

A esmagadora maioria dos beneficiários do Bolsa trabalha, sim, e não quer ficar na miséria, mas precisa de uma mãozinha para viver enquanto isso não é possível — afinal, nem todos tiveram acesso à herança ou às mesmas oportunidades.

Dados da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome apontam que, com a abertura de um negócio próprio, a consolidação de um emprego formal e o consequente aumento da renda, 2.069.776 famílias haviam deixado o Bolsa Família entre janeiro e outubro do ano passado.

Dessas, 1,3 milhão de famílias saiu por causa do aumento dos ganhos totais no domicílio, enquanto quase 727 mil concluíram o período na regra de proteção, mecanismo que permite que o beneficiário continue recebendo metade do valor do Bolsa Família por até 12 meses, mesmo após superar o limite de R$ 218 mensais per capita e desde que não ultrapasse R$ 706. Por quê a regra? Para garantir um processo de saída em que a família esteja amparada diante da possibilidade de perda do emprego ou de fracasso do negócio.

Existem, sim, os que preferem viver na pobreza, recebendo benefício, em vez de buscarem trabalho, mas são um ínfimo grupo. Vale lembrar que o valor médio do Bolsa pago a 18,9 milhões de famílias em abril deste ano foi de R$ 678,22 (com o reajuste, o valor médio por família deve subir para R$ 777). Achar que a maioria esmagadora dos brasileiros prefere viver de grana fácil é projeção de um pensamento rentista que quer viver de juros.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, apontou, no final do ano passado, que, de cada dez pessoas que recebiam o Bolsa Família em 2014, seis conseguiram deixar o programa assistencial nos dez anos seguintes. Entre os jovens de 15 a 17 anos, a proporção ultrapassou sete em cada dez.

O estudo mostra que a garantia de um mínimo de qualidade de vida foi fundamental para garantir bases para que as pessoas empreendessem ou pudessem conseguir um emprego e, dessa forma, viabilizar a sua mobilidade social.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Este assunto em outros veículos

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›