Rio artificial de 145 km atravessa o Sertão do Ceará para levar água a uma das regiões mais secas do Brasil
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um caminho de concreto com 145,3 quilômetros atravessa o interior do Ceará por canais, túneis e tubos. O Cinturão das Águas recebe água da transposição do Rio São Francisco e a conduz por gravidade até outras bacias do estado.
A água percorre o Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco até a Barragem de Jati . Dali, entra no primeiro trecho do sistema cearense e segue em direção ao Rio Cariús, em Nova Olinda.
O trajeto usa o desnível natural para mover boa parte da água sem bombeamento, como mostra a ficha técnica oficial do Trecho 1 .
O sistema não é apenas um canal aberto. O relevo exige soluções diferentes para vencer morros, vales e estradas:
O percurso começa em Jati e segue por municípios do Cariri e do Alto Jaguaribe. A obra foi dividida em lotes para permitir várias frentes de construção.
A vazão máxima projetada chega a 30 m³ por segundo . O Trecho 1 aproxima a água do São Francisco das bacias do Salgado e do Alto Jaguaribe e reforça a rota para reservatórios estratégicos.
O desenho do Cinturão também permite que a água siga por diferentes estruturas sem depender de um canal aberto contínuo. Em trechos de relevo difícil, túneis atravessam a rocha e sifões conduzem o fluxo por pontos mais baixos. Essa combinação reduz a necessidade de bombear água em toda a extensão e aproveita a diferença de altitude entre partes do percurso.
Em 31 de março de 2026 , mais 15 quilômetros foram liberados para receber água. A atualização oficial do Cinturão das Águas informou 92% de execução e previsão de conclusão ainda em 2026.
O sistema já conduz água em partes liberadas enquanto os serviços finais avançam. No Sertão, a água começou a chegar antes de o último quilômetro ficar pronto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.