Esforço global para aliviar o mercado de diesel será em vão?
O esforço diplomático liderado por grandes economias para ampliar a oferta global de diesel pode aliviar a escassez do combustível nos próximos meses, mas o resultado depende da execução dos compromissos assumidos por governos da Europa, Rússia e China.
Em análise, o JPMorgan avalia que, se todas as medidas forem integralmente implementadas, elas poderão cobrir até 80% do déficit de diesel entre novembro e dezembro.
O banco, porém, alerta que os anúncios não garantem a chegada de volumes adicionais ao mercado.
O principal risco está na diferença entre o que foi prometido e o que efetivamente será entregue, além da possibilidade de parte dos embarques anunciados já estar ocorrendo, sem representar um aumento real da oferta.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe e retoma os 205 mil pontos Bolsas dos EUA operam de forma mista Petrobras (PETR3;PETR4) volta ao radar do investidor local com petróleo e eleições De acordo com o JPMorgan, a convicção dos investidores no setor de óleo e gás está atualmente concentrada na estatal O mercado global de diesel registrou déficit de aproximadamente 1 milhão de barris por dia em setembro.
O comércio internacional do combustível caiu para 6,1 milhões de barris diários, ante 7,1 milhões no mesmo período do ano passado, pressionado principalmente pela redução das exportações russas e pela menor oferta do Oriente Médio.
Apesar da atividade elevada das refinarias globais, a oferta não tem sido suficiente para atender à demanda, especialmente durante o pico sazonal de consumo de diesel em setembro e outubro.
A disponibilidade limitada de determinados tipos de petróleo bruto, mais adequados à produção de derivados médios, também restringe a capacidade de refino.
Europa enfrenta dilema para liberar estoques A Europa se comprometeu a liberar pelo menos 25 milhões de barris de diesel dos estoques da Alemanha e da França, com possível participação da Itália.
O JPMorgan avalia que a medida poderia ter o maior impacto imediato sobre o mercado, especialmente se uma parcela relevante dos volumes for efetivamente diesel e as entregas se concentrarem nos primeiros 20 dias.
O problema é a disposição dos governos em reduzir suas reservas estratégicas.
Segundo o banco, cerca de 40 milhões de barris de liberações prometidas anteriormente ainda estavam pendentes, indicando dificuldades para transformar os compromissos em oferta efetiva.
Alemanha e França possuem, juntas, aproximadamente 125 milhões de barris de diesel em estoque.
A liberação dos 25 milhões prometidos reduziria essas reservas em 20%, diminuindo a cobertura da demanda de 74 para cerca de 59 dias.
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