Jurista Wálter Maierovitch alerta para escalada no STF: ‘Bomba atômica no colo da sociedade’
A escalada de tensões entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes e André Mendonça, pode desencadear uma crise institucional de grandes proporções, na avaliação do jurista Wálter Maierovitch.
Em entrevista a Marcela Rahal no programa VEJA em Foco, ele afirmou que o conjunto de pedidos, representações e questionamentos sobre o sigilo de documentos revela uma disputa mais ampla entre grupos de integrantes da Corte. (este texto é um resumo do vídeo acima) .
O jurista relacionou o acirramento da disputa à sessão extraordinária prevista para analisar questões ligadas ao caso Banco Master.
Segundo ele, a presença, na pauta, de uma representação apresentada por Mendonça contra Moraes teria desagradado ao grupo ligado ao vice-presidente do STF .
O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, havia solicitado o adiamento da sessão e defendido que também fossem examinadas suspeitas envolvendo Mendonça.
Por que Fachin estaria no centro da crise? Na avaliação de Maierovitch, o presidente do STF, Edson Fachin , corre o risco de ser colocado no centro do conflito entre os grupos.
Ele afirmou que a sucessão de pedidos para anexar documentos, ampliar o escopo da sessão e discutir questões preliminares pode produzir um ambiente de confronto generalizado.
“O que está por trás disso, evidentemente, é uma tentativa de se plantar nulidades para futuro”, declarou.
Na visão do jurista, a estratégia pode criar elementos para um debate amplo no plenário, mas também dificultar a condução dos trabalhos pelo presidente da Corte.
“Se isso acontecer, evidentemente, nós teremos o Fachin esmagado”, afirmou Maierovitch.
Para ele, a situação exige uma condução firme da pauta, sem a mistura de diferentes assuntos e sem permitir que a sessão se transforme em uma disputa entre grupos.
Continua após a publicidade O jurista criticou ainda a postura de Fachin, a quem atribuiu falta de pulso para administrar o conflito.
“São dois grupos em guerra.
Não há qualquer possibilidade de composição”, disse.
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