Goldman Sachs reduz estimativas para educação e vê mérito em fusão entre Yduqs e Afya
O Goldman Sachs manteve suas recomendações para as empresas de educação da América Latina, mas reduziu as projeções de receita para Ânima ( ANIM3 ), Yduqs ( YDUQ3 ) e Cogna ( COGN3 ) após os resultados do segundo trimestre de 2026.
Segundo o banco, as mudanças regulatórias no ensino a distância (EaD), que exigem maior presença física em determinados cursos, estão pressionando não apenas a rentabilidade, mas também a captação de novos alunos.
Parte dos estudantes não aderiu ao novo formato semipresencial, enquanto as empresas passaram a competir por uma base menor com preços mais baixos.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta terça Índices futuros dos EUA avançam à espera de balanço de Nvidia e dados de inflação Para a Afya (AFYA), o Goldman Sachs também reduziu as estimativas de receita, devido ao ritmo mais lento que o esperado dos investimentos em soluções para prática médica e educação continuada.
O banco mantém preferência pela Cogna entre as empresas do setor, mas espera menor atenção dos investidores no curto prazo, diante do cenário mais fraco de captação de alunos e da volatilidade macroeconômica.
Yduqs ( YDUQ3 ) e Afya (AFYA) O Goldman Sachs vê mérito estratégico em uma possível combinação de negócios entre Yduqs e Afya, anunciada pelas empresas na segunda-feira (24).
As negociações ainda estão em estágio inicial e não há acordo vinculante firmado.
Segundo o banco, uma eventual operação combinaria a experiência da Idomed e da Afya na cadeia de educação médica e poderia permitir uma gestão mais integrada da captação de alunos.
Por outro lado, a integração das 5.888 vagas de medicina seria desafiadora, principalmente nas unidades mais afastadas dos grandes centros.
O Goldman Sachs também vê pouco espaço para sinergias relevantes de custos, uma vez que as escolas das duas companhias já são maduras e apresentam margens EBITDA saudáveis.
No caso de Yduqs, o banco reduziu em 0,5% a projeção de receita líquida para 2026, para R$ 5,65 bilhões, alta de 2,3% na comparação anual.
A revisão reflete os resultados fracos do segundo trimestre, com desaceleração da receita da Estácio-Wyden, potencialmente afetada pelas mudanças regulatórias que exigem maior presença física nos cursos e pela menor captação de alunos do DIS, modalidade com tíquete médio elevado, mas maior prazo para recebimento.
O banco manteve a expectativa de margem praticamente estável em 2026, com melhorias na provisão para devedores duvidosos (PDA) e no mix compensando parcialmente a menor alavancagem operacional.
Já a projeção de lucro líquido foi reduzida em 5%, para R$ 353 milhões.
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