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Empurr�ozinho ou imposto? Finalmente, alguns dados

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Empurr�ozinho ou imposto? Finalmente, alguns dados

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Tudo isso parece ter acontecido há muito tempo, mas houve uma época em que David Cameron era conhecido sobretudo por seu entusiasmo pelas políticas públicas comportamentais, mais conhecidas como "nudges", ou empurrõezinhos. Em uma palestra TED divulgada poucos meses antes de Cameron se tornar primeiro-ministro do Reino Unido , ele começou perguntando: "Como podemos melhorar as coisas sem gastar mais dinheiro?".

A pergunta continua sedutora, e uma das respostas que ele apresentou foi recorrer mais à ciência comportamental: "A melhor maneira de fazer alguém reduzir a conta de luz é mostrar quanto essa pessoa consome, mostrar quanto seus vizinhos consomem e, em seguida, mostrar quanto consome um vizinho consciente em relação à energia".

Ninguém deveria se opor a um empurrãozinho criterioso como esse, sobretudo porque abordagens desse tipo são facilmente testadas por meio de experimentos aleatorizados. Mas há muito tempo sustento que Cameron simplesmente estava errado ao dizer que essa era "a melhor maneira". Um imposto sobre a energia com alta intensidade de carbono seria ainda melhor: ajudaria a direcionar o sistema energético para fontes mais limpas, incentivaria os consumidores a economizar energia com mais afinco quando ela viesse de combustíveis mais poluentes e, de quebra, aumentaria a arrecadação.

Também venho argumentando que, embora os empurrõezinhos possam ser rápidos, fáceis e eficazes, medidas sérias de política pública geralmente exigem mudanças na regulamentação ou no sistema tributário. Não devemos ficar tão encantados com a cobertura a ponto de nos esquecermos de assar o bolo.

Mas será que minhas objeções se baseavam mais em intuição do que em evidências? É realmente verdade que um imposto sobre o carbono tem impacto maior sobre o comportamento do que uma conta de energia apresentada de maneira inteligente? Finalmente, temos alguns dados para responder a essas perguntas.

Um novo estudo preliminar dos economistas John List, Matthias Rodemeier, Sutanuka Roy e Gregory Sun analisa mais de 600 pesquisas sobre diferentes intervenções no estilo dos nudges e faz a seguinte pergunta: qual é a relevância das políticas públicas baseadas em conhecimentos comportamentais?

Comecemos pela conta de luz reformulada .

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