Qual o nível de qualidade de vida da sua cidade?
Coordenador geral do Instituto Cidades Sustentáveis, organização realizadora da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis
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O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) 2026, que está sendo lançado nesta quinta-feira (27), tem essa resposta e, caso você tenha interesse, é só acessar o site oficial . Ele reúne cem indicadores públicos em diversos temas e relaciona-se com os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030 , revelando o nível de qualidade de vida de todas as 5.570 cidades brasileiras. O índice faz do Brasil o único país do mundo a monitorar todas as suas cidades na Agenda 2030.
O IDSC-BR mostra que 2.076 cidades, onde vivem 79,3 milhões de pessoas, têm baixa qualidade de vida e que apenas 271 cidades, com 7,8 milhões de habitantes, apresentam um nível alto de qualidade de vida, adequado para garantir bem-estar e acesso a serviços públicos de qualidade à população.
Esta é a distância que separa os brasileiros. Dez vezes mais brasileiros vivem em cidades de baixa qualidade de vida, se comparadas às que vivem nos municípios com alta. Distância que pode ser reduzida com a priorização de investimentos na geração de trabalho e renda , em habitação e saneamento , na melhoria da qualidade da saúde e educação ou na gestão de riscos ambientais, por exemplo.
Pela primeira vez desde que o IDSC monitora os municípios brasileiros (2015), a pontuação média das cidades passou dos 50 pontos, alcançando o nível médio de qualidade de vida de 51,22, em escala que varia de 0 a 100 pontos.
De modo geral, o trabalho revela que melhorou a qualidade de vida nas cidades brasileiras. Depois de dez anos de estagnação, confirma a melhora que tinha começado em 2025. Sete em cada 10 cidades melhoraram a qualidade de vida, enquanto 3 em cada 10 pioraram. O movimento observado, portanto, é de melhora devido a políticas públicas municipais, como a redução de filas de creches, saúde da família e inclusão produtiva, e federais, como a melhoria da renda, redução do desemprego , habitação e saneamento.
A mais bem colocada entre as cidades de grande porte é Brasília , e a pior, Belém . A permanecer com a velocidade de mudança dos últimos dez anos, a capital paraense só alcançará o nível de qualidade de vida de Brasília em muitas décadas.
Outro triste dado mostra que, das cem cidades com a pior qualidade de vida, 74 estão no bioma amazônia . Considerando que 70% da população local vivem em áreas urbanas, fica evidente a relação entre o desenvolvimento sustentável das cidades, a redução do desmatamento e a preservação da biodiversidade .
Se mantivermos o mesmo nível de crescimento dos últimos dez anos, só vamos alcançar a média de alta qualidade de vida em 32 anos, em 2058. Mas, se crescermos como nos dois últimos anos, poderemos alcançar a média de alta qualidade de vida já em 2030.
O IDSC-BR revela a enorme desigualdade territorial no Brasil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.