Cripto já é conhecida por 2 em cada 3 brasileiros, mas só 8% investem
As criptomoedas ficaram mais conhecidas entre os brasileiros nos últimos anos, mas esse avanço ainda não se traduziu em aumento significativo da parcela da população que investe nesses ativos.
Ao mesmo tempo, a intenção de comprar cripto nos próximos dois anos permanece estável, e risco, complexidade e desconfiança ainda aparecem entre as principais barreiras para quem está fora desse mercado.
É o que mostra a segunda edição da Pesquisa Nacional das Criptomoedas 2026, realizada pelo Datafolha, idealizada pela Paradigma e patrocinada por Coinbase e Hashdex, com apoio da ABCripto, a entidade do setor.
De acordo com a pesquisa, 66% dos brasileiros conhecem alguma criptomoeda, mesmo que apenas de ouvir falar.
Na edição anterior, realizada em dezembro de 2024, eram 56% — um avanço de dez pontos percentuais em cerca de um ano e meio.
O conhecimento continua fortemente concentrado no Bitcoin: 61% dos entrevistados dizem conhecer o ativo, ante 54% na pesquisa anterior.
Quatro em cada dez brasileiros, porém, conhecem apenas bitcoin.
Ethereum aparece bem atrás, citado por 11%, e o Drex, projeto de infraestrutura financeira digital que estava sendo desenvolvido pelo Banco Central, por 10%.
A maior familiaridade com o universo cripto, porém, não foi acompanhada por um crescimento equivalente no número de investidores.
Atualmente, 8% dos brasileiros dizem possuir criptomoedas, enquanto outros 9% afirmam que já tiveram esses ativos, mas não têm mais.
Somados, são 17% da população que tem ou já teve cripto, ante 16% na pesquisa anterior.
A variação de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento.
Isso significa que 83% dos brasileiros nunca tiveram criptomoedas.
Considerando apenas quem mantém o investimento atualmente, a pesquisa estima um universo de cerca de 13,5 milhões de pessoas - quantidade duas vezes maior que o número de CPFs registrados na B3, a bolsa de valores brasileira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.